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Corrida

O ultramaratonista das medalhas raras

Marcos Gagliardi correu mais de 400 provas e conta alguns de seus desafios

Comrades: difíceis de conseguir, Marcos guarda todas, especialmente a Back to Back, com muito carinho/Foto: Arquivo pessoal
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Gagliardi ao final da Athenas Marathon, em 2010/Foto: Arquivo pessoal

Gagliardi ao final da Athenas Marathon, em 2010/Foto: Arquivo pessoal

Por Amanda Preto

A corrida está há uma vida de Marcos Gagliardi, literalmente. O ultramaratonista, que também trabalha com educação – está há 14 anos no Mackenzie, instituição de ensino Daqui de São Paulo – descobriu o esporte aos 14 anos. Hoje, celebra três décadas de correria total, a qual lhe rendeu boas medalhas – algumas delas bem raras – e histórias para contar.

A mais recente em sua trajetória foi a Mizuno Uphill, maratona que aconteceu em outubro, na cidade de Treviso, em Santa Catarina. Para Marcos, foi um tanto desafiadora: cenário lindo permeado de subidas infinitas,chuva, tempo frio e um vento colérico. O ar era quase rarefeito. “Parecia que eu iria voar a qualquer momento”, lembra Marcos. Mas apesar da dificuldade em manter o ritmo, não me senti cansado depois. Parece que meu corpo já se acostumou com as maratonas”, brinca.

O corredor já participou de 6 ultramaratonas, sendo as mais recentes a Comrades da África do Sul, em 2013; e a Torres del Paine, no Chile, neste ano, além das mais de 400 provas que participou no decorrer de sua história com a corrida.

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SL: Tem provas que a gente nunca esquece. Quais são as suas?

Marcos: “A prova que marcou a minha trajetória e me levou a outro patamar foi a Comrads, na África do Sul. É uma prova de medalha back to back, ou seja, você precisa ir dois anos consecutivos para ganhá-la de fato. A primeira etapa foram quase 90 km; a segunda, 87,2 km. A parte mais difícil foi a do primeiro ano, pois tem um momento da prova (lá pelo km 61) em que os joelhos começam a doer e a fadiga bate. Como nessa primeira etapa o percurso é feito de descidas em sua maioria, o corpo sofre depois de um certo tempo. Vi pessoas desmaiando e passando mal de verdade. Felizmente eu só fiquei desidratado e sofri os desconfortos que são normais em uma ultramaratona. Essa medalha da Comrads é o sonho de todo ultramaratonista, porque não é todo mundo que consegue ir dois anos seguidos para completar a prova.

E também não vale se você for agora cumprir a primeira etapa e só aparecer daqui a dois anos, por exemplo. Por isso, é uma conquista que guardo no meu coração. Outra foi a maratona da Grécia, que participei em 2010, quando essa prova completou 2500 anos. Foi emocionante fazer parte desse momento da história, porque foi lá onde tudo começou, esse culto ao esporte, ao movimento. Então respirar essa nessa atmosfera foi inesquecível. E a medalha dessa prova também é preciosidade: quem foi, tem; quem não foi, não terá mais.”

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SL: E por que a corrida? Não poderia ser outro esporte?

Marcos: “Poderia, mas a corrida me fisgou quando eu era jovem. Não parei mais depois da minha primeira prova. Acho que o desafio da corrida transcende para o nosso dia a dia, você fica mais motivado a encarar tudo o que vem pela frente . Eu acho que vivo de desafios, sabe? Então cada prova que eu participo, percebo que os meus limites são superados. É bom chegar à reta final com a sensação de dever cumprido. Confesso, tem provas que quebram a nossa resistência. A Uphill, por exemplo, foi uma delas. Mas não consigo explicar, a sensação pós-prova é indescritível.”

Comrades: difíceis de conseguir, Marcos guarda todas, especialmente a Back to Back, com muito carinho/Foto: Arquivo pessoal

Comrades: difíceis de conseguir, Marcos guarda todas, especialmente a Back to Back, com muito carinho/Foto: Arquivo pessoal

SL: Qual é o seu conselho para quem quer começar a correr pra valer?

Marcos: “Entender que a corrida é um processo. Ou seja, como tudo na vida, pode levar anos para você chegar aonde quer. O mais importante é ter foco para conseguir superar o seu limite. Isso vale para tudo na vida. Do ponto de vista mais prático, você precisa de uma pessoa para te orientar a correr do jeito certo. Outra coisa é lidar com a corrida de um jeito leve, curtir o trajeto, não encarar como uma obrigação, mas como algo que te faz bem. Por fim, não se esqueça dos bons e velhos tênis de corrida. Escolha um que seja ideal para o seu tipo de pisada e que fique confortável nos seus pés.”

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