Em alerta: saiba o que é e os perigos do comfort food

O ato de comer, quando associado a emoções negativas, pode gerar problemas para o organismo como um todo. Entenda de que forma esse fenômeno ocorre e se previna!

Pizza em cima de um balcão de madeira. Contém queijo mussarela, tomate e azeitona. Nutriente é um comfort food
Foto por Pixabay

O ato de comer é prazeroso. É comprovado cientificamente que, ao consumir um alimento que gostamos, liberamos substâncias químicas positivas em nosso organismo. Entretanto, essa relação com o prato também pode se tornar perigosa. Afinal, o fenômeno da comfort food (comida de conforto, em inglês) tem se tornado cada vez mais popular.

Isto quer dizer que, ao buscar determinados alimentos, o indivíduo pode agir conforme a emoção, não se atentando para os valores nutricionais. Assim, devido a esse “poder” dos nutrientes de oferecer conforto, alegria e prazer, os consumidores acabam recorrendo às substâncias quando algo não vai bem – caso estejam estressadas, desmotivadas ou deprimidas, por exemplo. “É nesse ponto que a relação com a comida afetiva pode deixar de ser saudável”, explica a psicóloga Aline Melo.

Quando o comfort food pode ser prejudicial

Pão com hambúrguer e batata fritas em embalagens. Nutrientes são ricos em gorduras e fazem parte da categoria comfort food

Foto por Sistema Cromos

Além dessa associação entre alimentação e emoção ser um fenômeno perigoso, a busca frequente pela sensação do comfort food pode levar a uma compulsão alimentar. Isso ocorre quando a pessoa ingere altas quantidades de comida em um pequeno intervalo de tempo. “Quanto mais o ‘comer emocional’ estiver presente na alimentação, maiores as chances de isso afetar negativamente saúde física e mental da pessoa”, aponta Aline.

Outra condição, muitas vezes, associada ao termo é o consumo de comidas gordurosas, como uma pizza ou lasanha. Afinal, é comum relacionar as comfort foods à fast foods, responsáveis por uma satisfação rápida e imediata. “Muitas pessoas justificam o fast food como um ‘presente’ em meio a um dia desgastante, e essa atitude, quando se torna frequente, pode ser prejudicial, uma vez que lanches rápidos são mais calóricos e possuem baixo valor nutricional”, reforça a nutricionista Ana Paula Gonçalves.

Categorias do comfort food

Uma mulher se alimenta de batatas fritas. Ela as segura, aparentemente sentada. Ao fundo, um piso de madeira com alguns feixes de sol iluminando o chão. O nutriente é um comfort food

Foto por Pixabay

Existem diversos motivos para o indivíduo passar a consumir alimentos por meio de elementos emocionais. Entendam quais são eles.

  • Nostalgia

Sabe aquela comida que só a mãe, o pai ou os avós são capazes de fazer? O sentimento é responsável pela atitude por remeter a um período vivenciado no passado.

  • Indulgência

Quando a pessoa busca por um alimento específico, geralmente rico em gorduras, como uma forma de recompensar uma situação negativa, por exemplo, problemas no trabalho, uma briga no casamento, etc.

  • Conveniência

Sabe aqueles alimentos que, em momentos necessidades, tornam-se verdadeiras salvações? Em geral, por serem nutrientes de origem industrial, as substâncias que podem ser consumidas de forma prática e acessível são danosas. “A intenção aqui é obter a satisfação e o prazer de forma rápida e simples, o que pode ser bastante prejudicial para a saúde em médio e longo prazo”, comenta a nutricionista do Grupo São Cristóvão Saúde Ana Paula Gonçalves.

  • Conforto físico

Alimentos que geram sensações boas devido à ação química comprovada no cérebro. Podem ser alimentos ricos em açúcar e gordura, entre outros.

 

CONSULTORIAS Aline Melo, psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde; Ana Paula Gonçalves, nutricionista do Grupo São Cristóvão Saúde.

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