A relação entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo continua dando o que falar na seleção portuguesa. Depois da vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Noruega, neste domingo (4), o técnico voltou a comentar a situação envolvendo o camisa 7.
Em entrevista à TV portuguesa RTP, Jorge Jesus afirmou que Cristiano pode voltar à seleção quando quiser. Para ele, a situação ainda pode ser resolvida.
“Não sei o que vai acontecer. Para mim está tudo em aberto”, afirmou o treinador. Segundo Jesus, o atacante precisa decidir o que fará antes da próxima convocação, mas poderá retornar caso esteja jogando pelo Al-Nassr e queira defender Portugal.
Na coletiva após a partida, o técnico também foi questionado sobre o fato de Cristiano ter aquecido e não entrado no jogo anterior contra a Noruega. Jorge Jesus tratou a situação como algo comum no futebol e reforçou que não pretende pedir desculpas ao jogador.
“Não peço desculpas a ninguém. O problema foi o fato de o jogador ter aquecido. Pedir desculpas de quê? A quem?”, declarou.
Federação quer reunião entre os dois
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) sinalizou que deseja uma conversa entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo. A ideia é tentar resolver o conflito e abrir caminho para o retorno do atacante à seleção.
Segundo o jornal português A Bola, Jorge Jesus já aceitou participar do encontro. Agora, falta Cristiano Ronaldo confirmar se também pretende se reunir com o treinador.
O atacante está em Madri desde que deixou a concentração portuguesa durante esta Data Fifa. Cristiano não concedeu entrevistas no período e se manifestou apenas pelas redes sociais.
Como começou o atrito entre Jorge Jesus e CR7?
A história começou ainda no primeiro jogo de Jorge Jesus no comando de Portugal. Cristiano Ronaldo foi titular contra o País de Gales e ficou em campo por 67 minutos.
Um dia antes, o treinador havia elogiado o atacante durante uma entrevista coletiva. Na ocasião, Jesus chamou Cristiano de símbolo de Portugal, mas também deixou claro que as decisões sobre a escalação seriam da comissão técnica.
Os dois já tinham trabalhado juntos por um ano no Al-Nassr. O clima, porém, mudou no duelo seguinte contra a Noruega.
Cristiano começou a partida no banco, enquanto Gonçalo Ramos foi escolhido para ser titular. A decisão já havia sido indicada anteriormente por Jorge Jesus.
No segundo tempo, Cristiano foi para o aquecimento junto aos reservas. Ele, porém, não entrou em campo.
Gonçalo Ramos marcou o gol que garantiu a vitória de Portugal por 2 a 1. Depois do apito final, Cristiano deixou o gramado rapidamente e aparentou estar irritado.
Saída da concentração aumentou a repercussão
A cena chamou a atenção da imprensa portuguesa e levantou rumores sobre uma possível crise entre treinador e jogador.
A situação ganhou ainda mais força após Cristiano não participar de um treinamento da seleção. O presidente da FPF foi até a concentração para tentar diminuir a tensão e, segundo relatos, conversou com os dois.
O encontro teria sido positivo. Mesmo assim, a entrevista coletiva seguinte de Jorge Jesus voltou a colocar Cristiano Ronaldo no centro das atenções.
O treinador havia dito que responderia apenas duas perguntas sobre o jogador. No fim, recebeu seis perguntas sobre o camisa 7, o jogo contra a Noruega e a relação entre os dois.
Jesus negou que houvesse um problema com Cristiano. Ele também explicou que pretendia utilizar o atacante por cerca de 20 a 30 minutos contra a Noruega, mas mudou de ideia conforme a partida se desenvolveu.
Segundo o técnico, o único erro foi ter colocado Cristiano para aquecer logo depois do intervalo.
Apesar da polêmica, Jorge Jesus reforçou que as decisões sobre quem entra em campo continuam sendo da comissão técnica. Pouco depois da coletiva, Cristiano deixou o estádio antes do início do treinamento.
Nas redes sociais, o atacante anunciou que deixaria a concentração portuguesa. Desde então, o futuro de CR7 na seleção passou a ser uma das principais dúvidas em torno da equipe.
