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Conheça o rapper milionário que virou jogador profissional em clube do Rio

MC Chefin

MC Chefin vira jogador profissional e passa a disputar a Série B2 do Carioca - Foto: Reprodução/@chefin23

Aos 22 anos, MC Chefin já realizou vários sonhos que vieram com o sucesso na música. O rapper carioca tem carros de luxo, presenteou a mãe com uma casa e também comprou uma mansão no Recreio, no Rio de Janeiro, onde vive com a esposa e as duas filhas.

Agora, ele decidiu realizar outro sonho antigo. Além dos palcos, Chefin passou a fazer parte do futebol profissional e está disputando a Série B2 do Campeonato Carioca, equivalente à quarta divisão estadual.

MC Chefin vira jogador profissional e passa a disputar a Série B2 do Carioca - Foto: Reprodução/@chefin23

Com mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais e quase 7 milhões de ouvintes mensais no Spotify, o artista precisou encontrar espaço para uma nova rotina. Segundo informações divulgadas pelo ge, os últimos meses, ele tem dividido a agenda de shows com treinos e jogos.

Foto: Reprodução/@chefin23.

Por que Chefin decidiu jogar futebol?

A decisão pode parecer curiosa para quem acompanha a carreira do rapper. Afinal, ele já conquistou espaço na música e tem uma rotina profissional bastante movimentada.

Para Chefin, porém, o futebol nunca deixou de ser um objetivo. O dinheiro conquistado com a música realizou alguns de seus sonhos, mas não fez com que ele abandonasse os outros.

“Eu posso ter realizado o meu sonho de comprar uma casa, de comprar uma casa para a minha mãe, de poder andar com uma roupa boa, comprar o que eu quero, o que eu almejo. Mas estou vivo, sou novo. Tenho sonhos, vários sonhos”, explicou.

O desejo de ser jogador também vem de muito antes da fama. Segundo o rapper, o futebol continua sendo uma paixão, independentemente do sucesso que alcançou na música.

“Meus sonhos não acabam na música. Meu sonho é todo dia. Meu sonho de ser jogador não era só quando eu era criança, está em mim até hoje. Eu quero jogar bola porque eu gosto”, afirmou.

Foto: Reprodução/@chefin23.

Do rap para a Série B2 do Carioca

Chefin foi inscrito pelo Arouca Barra Clube/Rio de Janeiro, equipe recém-formada que disputa a Série B2 do Carioca. O time é comandado por Souza, ex-volante de Vasco e Fenerbahçe. E o rapper não recebe salário ou qualquer tipo de pagamento para jogar pela equipe.

Sua estreia aconteceu em uma vitória por 2 a 0 sobre o Barra Mansa, em Xerém. Ele entrou nos minutos finais da partida e ficou em campo por cerca de cinco minutos.

Mesmo com pouco tempo em campo, a experiência foi marcante.

“Eu joguei cinco minutinhos. Estava ansioso pra caraca no banco, vendo a rapaziada jogando. Mas só de poder entrar, sentir aquela energia…”, contou.

Foto: Reprodução/@chefin23.

Na partida seguinte, contra o Paraty, Chefin teve mais tempo para mostrar seu futebol. Ele entrou no segundo tempo da goleada por 4 a 0.

Com as duas vitórias seguidas, o Rio de Janeiro se aproximou da parte de cima da tabela. Na Série B2, os quatro primeiros colocados avançam para as semifinais, enquanto os finalistas garantem o acesso para a Série B1.

Como surgiu a chance do rapper virar jogador?

A oportunidade apareceu a partir de uma combinação de treinos, amizades e, claro, futebol. Chefin já vinha treinando durante a semana em uma academia de performance na Barra da Tijuca. A rotina começou cerca de sete meses antes da estreia profissional.

Nesse período, ele também se aproximou de jogadores. O rapper fez amizade com Philippe Coutinho e passou a participar das peladas do atleta. Foi nesses encontros que conheceu Souza. A partir daí, surgiu o convite para fazer um teste no clube.

“Conheci o Souza ali, fizemos amizade. Acabou que ele me fez um convite para o time. Entreguei o material para ele, ele me chamou para fazer teste e deu certo”, contou.

Chefin já tentava ser jogador antes da fama

A relação do rapper com o futebol começou muito antes de ele conquistar milhões de seguidores. Quando tinha cerca de 10 ou 11 anos, Chefin já treinava e jogava em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Sua avó costumava acompanhá-lo nas atividades.

Aos 12 anos, ele chegou a fazer testes no Vasco e no Bangu, mas não conseguiu passar.

Mesmo assim, não abandonou o sonho. A carreira musical acabou crescendo rapidamente e mudou os rumos de sua vida.

Chefin estourou em 2022 com a música “212”, que já ultrapassou 200 milhões de reproduções no Spotify. Desde então, sua agenda de shows ficou cada vez mais movimentada.

Agora, anos depois das primeiras tentativas no futebol, ele finalmente conseguiu disputar uma competição profissional.

Foto: Reprodução/@chefin23.

A rotina entre treinos, jogos e shows

Conciliar as duas carreiras não é exatamente simples. Chefin costuma se apresentar às sextas, sábados e domingos. Durante a semana, os horários que antes eram mais livres passaram a ser ocupados pelos treinos.

A rotina começa cedo. Como os treinamentos costumam acontecer pela manhã, o rapper acorda por volta das 6h e encara cerca de uma hora e meia de deslocamento até o local das atividades, na Penha, Zona Norte do Rio.

Os jogos da competição durante a semana ajudam na organização da agenda de shows. Ainda assim, manter o ritmo exige adaptação.

Para Chefin, porém, existe uma diferença importante entre o ambiente do futebol e o mundo da música.

Foto: Reprodução/@chefin23.

No campo, ele deixa o MC Chefin de lado

Dentro do clube, o rapper diz que consegue se sentir apenas como Natanael, seu nome de batismo. A experiência de estar ao lado de outros jogadores, todos com o mesmo objetivo, faz com que ele deixe um pouco de lado a fama conquistada fora dos gramados.

“Ali, na verdade, eu sinto que não é o Chefin, é o Natanael. Me sinto uma pessoa normal”, explicou.

Ele também destaca que não entrou no time simplesmente por ser famoso. Para fazer parte do elenco, precisou ser chamado, realizar o teste e conquistar a vaga.

“Eu não estou só pelo que eu sou, não entrei no clube só pelo que eu sou. Eu entrei porque me chamaram, eu passei. E estou lá para somar, para ajudar.”

Agora, o plano é continuar conciliando as duas paixões. Se depender de Chefin, a experiência nos gramados está longe de ser apenas uma aventura passageira.

Foto: Reprodução/@chefin23.

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