O Pilates pode ajudar a desenvolver força, mobilidade e consciência corporal. Porém, alguns erros durante os exercícios podem comprometer a qualidade dos movimentos e dificultar a evolução na modalidade.
Segundo a fisioterapeuta Mariana Dias, proprietária da unidade do Instituto VOLL em Campinas, executar os movimentos com controle é mais importante do que apenas completar uma sequência.
“O Pilates não é sobre fazer o movimento de qualquer maneira. Existe um trabalho de controle, consciência e precisão”, explica. Confira seis erros comuns e saiba como evitá-los.
1. Fazer os exercícios no automático
Repetir os movimentos sem prestar atenção ao corpo pode prejudicar a execução. No Pilates, concentração e consciência corporal ajudam a perceber como cada exercício está sendo realizado.
2. Prender a respiração
A respiração acompanha os movimentos e contribui para o controle corporal. Segurá-la durante o esforço pode aumentar a tensão e dificultar a execução dos exercícios.
3. Priorizar a amplitude em vez da qualidade
Fazer movimentos maiores não significa necessariamente evoluir. Uma amplitude adequada, executada com controle, pode ser mais eficiente do que tentar ultrapassar os próprios limites.
4. Compensar os movimentos
Quando falta força ou mobilidade em determinada região, outras partes do corpo podem compensar o movimento. Identificar esses ajustes ajuda a preservar a qualidade da execução.
5. Tentar acompanhar o ritmo de outra pessoa
Cada aluno tem um nível de força, mobilidade e experiência. Comparar a própria execução com a de outras pessoas pode levar a movimentos inadequados ou a uma intensidade excessiva.
6. Achar que sentir dor significa ter bons resultados
Esforço e desconforto muscular podem ocorrer durante a prática, mas a dor não deve ser vista como sinal de eficácia. Dores agudas, persistentes ou diferentes do habitual precisam ser avaliadas por um profissional de saúde.
Pilates não é uma competição
Um dos diferenciais da modalidade é a possibilidade de adaptar os exercícios às necessidades de cada pessoa. As variações permitem trabalhar objetivos como força, mobilidade e consciência corporal.
“Isso permite adaptar a prática para aquilo que cada pessoa precisa, seja desenvolver força, melhorar mobilidade, trabalhar consciência corporal ou simplesmente se movimentar melhor no dia a dia”, afirma Mariana.
Por isso, a evolução não depende apenas de executar movimentos difíceis. Ganhar estabilidade, melhorar a mobilidade e realizar atividades cotidianas com mais facilidade também são sinais de progresso.
O ideal é respeitar os próprios limites e contar com a orientação de um profissional capacitado para ajustar os exercícios. Assim, a prática pode evoluir de acordo com as necessidades e os objetivos individuais.
