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Agachamento faz mal para o joelho? Veja mitos e verdades sobre o exercício

Agachamento

Confira mitos e verdades sobre o exercício, seus benefícios para os músculos e os cuidados com a execução - Foto: Shutterstock

O agachamento é um dos exercícios mais conhecidos da musculação, mas ainda gera dúvidas entre quem treina. Afinal, será que ele faz mal para os joelhos? E será que trabalha apenas as pernas? A resposta depende de fatores como a execução do movimento, a carga utilizada e a capacidade de cada pessoa.

O interesse pela atividade física também ajuda a explicar por que essas questões são tão comuns. Segundo uma pesquisa do Datafolha de 2025, realizada com pessoas a partir dos 16 anos em 113 municípios brasileiros, a caminhada lidera entre as atividades físicas praticadas no país, com 25% das citações. A musculação aparece em seguida, com 13%.

Confira mitos e verdades sobre o exercício, seus benefícios para os músculos e os cuidados com a execução - Foto: Shutterstock

Além de fazer parte da rotina de treinos, o agachamento reproduz movimentos naturais do dia a dia. De acordo com Anderson Teu, personal trainer da Academia Gaviões 24h, o exercício trabalha diferentes grupos musculares, incluindo quadríceps, glúteos, posteriores das coxas, abdômen e lombar. Ele também contribui para a mobilidade, o equilíbrio e a estabilidade corporal.

“O agachamento é um movimento anatômico natural presente no dia a dia, como sentar e levantar de uma cadeira, e por isso seu fortalecimento melhora a autonomia e a qualidade de vida em todas as idades”, explica o profissional.

Mas, antes de incluir o movimento na rotina ou aumentar a carga, vale entender o que é mito e o que é verdade sobre o agachamento.

Agachamento faz mal para o joelho? Mito

O agachamento não é necessariamente prejudicial para os joelhos. Quando realizado de maneira adequada, ele fortalece os músculos das pernas e contribui para dar suporte às articulações.

“O agachamento não é um vilão. Agachar só se torna um problema quando a pessoa faz a execução errada, com carga inadequada ou sem supervisão técnica, expondo o corpo a riscos desnecessários”, esclarece Anderson.

Por isso, respeitar os próprios limites e aprender a técnica correta são cuidados importantes para reduzir riscos durante o treino. Quem sente dor nos joelhos ou tem alguma limitação deve buscar orientação profissional para avaliar qual variação do exercício é mais adequada.

A técnica importa mais do que levantar muito peso? Verdade

Aumentar a carga pode fazer parte da evolução na musculação, mas isso não significa que seja necessário levantar o máximo de peso possível. O mais importante é conseguir executar o movimento com controle e de acordo com a própria capacidade.

“A carga deve ser compatível com a capacidade de executar o movimento com controle. Aumentar o peso progressivamente é mais apropriado do que sacrificar a execução para levantar mais. O crescimento muscular, denominado hipertrofia, depende de um estímulo bem direcionado ao músculo, e isso só acontece quando o movimento é feito corretamente. Com a técnica ruim, o esforço se espalha para outras regiões e o risco de lesão aumenta”, pontua o personal trainer.

Por isso, aumentar o peso às custas de uma execução ruim não é a melhor estratégia para evoluir no treino. A progressão deve acontecer sem comprometer a técnica.

Agachamento trabalha só as pernas? Mito

Embora os músculos das pernas e dos glúteos tenham participação importante no movimento, o trabalho não se limita aos membros inferiores. Durante o agachamento, o abdômen e os músculos das costas também atuam para estabilizar a coluna e manter o controle corporal.

“Por isso, o exercício também contribui para a postura e para o fortalecimento do core”, destaca Anderson.

O core é o conjunto de músculos responsáveis pela estabilização do tronco. A participação dessa musculatura ajuda a sustentar a postura ao longo da execução, embora o estímulo possa variar conforme a técnica, a carga e o tipo de agachamento realizado.

Agachamento ajuda a aumentar os glúteos? Verdade

O agachamento pode contribuir para o ganho de massa muscular nos glúteos, especialmente quando faz parte de um treino bem estruturado. No entanto, os resultados não dependem apenas de repetir o movimento ou aumentar o peso.

“Uma boa execução aumenta a eficiência do exercício e contribui para estimular os glúteos. Fatores como a profundidade do movimento, o posicionamento dos pés e o controle na subida e na descida fazem diferença na ativação da musculatura. Aliada à progressão de carga, à alimentação adequada e ao descanso, a técnica correta favorece o ganho de massa muscular na região”, conclui o profissional.

Assim, a execução, a progressão de carga, a alimentação adequada e o descanso devem caminhar juntos para favorecer o desenvolvimento muscular.

Como fazer agachamento com mais segurança?

Para quem está começando na musculação, aprender o movimento antes de aumentar a carga é um passo importante. A orientação de um profissional de educação física ajuda a avaliar a mobilidade, corrigir a execução e escolher a variação mais adequada aos objetivos do treino, seja fortalecimento, reabilitação ou ganho de massa muscular.

Também vale respeitar os limites do corpo e evitar comparações com outras pessoas. A carga e a amplitude que funcionam para alguém podem não ser as mais indicadas para outro praticante.

Com técnica adequada e progressão gradual, o agachamento pode fazer parte de uma rotina voltada ao fortalecimento muscular. Além da melhora da capacidade de realizar movimentos cotidianos.

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