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Dia do Queijo: veja os tipos ideais para a dieta equilibrada

Imagem de uma tábua com diferentes tipos de queijo em cima

Veja como incluir queijo na dieta - Foto: Freepik

Celebrado em 20 de janeiro, o Dia do Queijo é uma data que desperta o apetite e, muitas vezes, a dúvida em quem segue um estilo de vida saudável. Afinal, esse alimento pode fazer parte de uma dieta focada em resultados estéticos e performance?

A resposta é sim. O queijo é um dos itens mais versáteis da culinária mundial e, quando escolhido com estratégia, deixa de ser um vilão calórico para se tornar um aliado nutricional.

Veja como incluir queijo na dieta - Foto: Freepik

Para quem busca manter uma alimentação equilibrada, o segredo não está na exclusão, mas na escolha inteligente. Segundo especialistas, é possível aproveitar o sabor e a textura dessa iguaria sem comprometer a saúde cardiovascular ou os objetivos na balança.

Nutrição: o queijo além das calorias

Muitas pessoas focam apenas na gordura, esquecendo-se do valor nutricional que o alimento carrega. O queijo é uma fonte robusta de proteínas de alto valor biológico (essenciais para a recuperação muscular) e de cálcio (fundamental para a densidade óssea e contração muscular).

No entanto, o sinal de alerta existe. Rayana Silva de Almeida, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Faculdade Pitágoras, explica que a atenção deve estar no perfil de cada tipo.

“O queijo é uma ótima fonte de proteínas e cálcio, mas alguns tipos possuem alto teor de gordura e sódio. Para quem está controlando calorias ou seguindo dietas específicas, optar por versões magras ou moderadas é a melhor estratégia”, afirma a especialista.

O excesso de sódio, comum em versões ultraprocessadas, pode gerar retenção de líquidos, mascarando a definição muscular. Além disso, a gordura saturada em excesso pode impactar a saúde do coração.

Estratégias de consumo inteligente

Não basta apenas escolher o queijo certo; é preciso saber como comê-lo. Uma das principais dicas para o Dia do Queijo é observar o contexto da refeição.

Rayana indica que a preferência deve ser sempre pelas versões frescas ou light. Além disso, a combinação dos alimentos no prato faz toda a diferença na absorção dos nutrientes e na saciedade.

“Evite grandes quantidades de queijos gordurosos ou muito processados. Combine o queijo com alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e grãos integrais”, recomenda a nutricionista.

Essa estratégia é valiosa fisiologicamente: as fibras ajudam a reduzir o índice glicêmico da refeição e prolongam a sensação de saciedade, evitando que você exagere na quantidade.

Os melhores queijos para a dieta

Para ajudar você a navegar pelo balcão de laticínios sem errar, a especialista listou os tipos que mais favorecem quem busca saúde e boa forma. Confira as características de cada um e como utilizá-los:

1. Queijo Cottage

É o queridinho dos nutricionistas e praticantes de musculação. O cottage se destaca pelo baixo teor de gordura e calorias, sendo uma das opções mais limpas disponíveis.

Por que consumir: Ele é extremamente rico em proteínas. Segundo a indicação da especialista, ele é “ideal para lanches, saladas e receitas leves”. Sua textura cremosa permite que ele seja usado como base para patês saudáveis, aumentando o aporte proteico da refeição sem elevar a gordura.

2. Ricota

Muitas vezes subestimada, a ricota é uma aliada poderosa. Ela é descrita como suave e versátil, possuindo um baixo teor de gordura.

Por que consumir: Por ter um sabor neutro, a ricota absorve bem os temperos e ervas. Rayana destaca que ela “pode ser usada em preparações doces ou salgadas”. Isso a torna perfeita para recheios de panquecas fit ou até mesmo para dar cremosidade a sobremesas com frutas, substituindo o creme de leite.

3. Queijo Minas Frescal

Um clássico brasileiro que não pode faltar. A característica principal apontada é ser pouco salgado e leve.

Por que consumir: É “ótimo para substituir queijos mais gordurosos em refeições e sanduíches”, aponta a lista da especialista. O Minas Frescal oferece saciedade e frescor, sendo uma excelente opção para o café da manhã ou pós-treino imediato.

4. Queijos Duros (Parmesão ou Grana Padano)

Engana-se quem pensa que eles estão proibidos. O segredo aqui é a dosagem. Eles são classificados para consumo em pequenas porções.

Por que consumir: Eles são “ricos em sabor”, o que significa que você precisa de muito pouco para transformar um prato. A recomendação da nutricionista é usá-los “em pequenas quantidades para adicionar sabor sem exagero nas calorias”.

Em “pequenas porções” eles são uma ótima escolha para realçar o sabor “sem exagerar nas calorias”, aponta Rayana.

Conhecimento é poder na cozinha

Celebrar o Dia do Queijo é também entender a complexidade desse alimento. Não se trata apenas de “pode ou não pode”, mas de harmonização e funcionalidade.

“Entender a diferença entre os queijos e suas propriedades pode ser um ganho para a alimentação. Isso porque cada tipo apresenta características únicas de sabor, textura, aroma e valor nutricional, que influenciam diretamente seu uso culinário e sua harmonização com outros alimentos”, ressalta a nutricionista.

Logo, conhecer essas particularidades permite que você tenha autonomia. Se você precisa controlar a lactose, vai optar por queijos mais maturados. Se precisa controlar a gordura, vai nos frescos.

Ao identificar as opções mais adequadas às suas necessidades específicas (seja teor de gordura, lactose ou maturação), você garante o melhor resultado na cozinha e no seu corpo.

Portanto, aproveite a data: corte uma fatia (moderada) do seu queijo favorito e bom apetite!

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