Atividades físicas durante a gravidez: quais os riscos e benefícios?
Bruno Ribeiro
Foto: Shutterstock.com
Conforme a gravidez de uma mulher vai evoluindo, a tendência é que as pessoas ao seu redor a poupem de todo tipo de esforço. Não que as mamães não mereçam todos os mimos possíveis. Contudo, a prática de atividades físicas durante a gravidez promove uma série de benefícios – inclusive para o bebê. Entre eles estão o controle do ganho de peso, redução das dores lombares, prevenção contra algumas doenças (como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia) e melhora do sistema cardiovascular. “Porém, é fundamental conversar com o médico antes de iniciar qualquer exercício. Só ele pode dizer o que a paciente tem condições de fazer, pois, em alguns casos, há restrições como a gravidez de gêmeos e contraindicações quando há o risco de parto prematuro, por exemplo”, alerta a Dra. Karina Hatano, médica de exercício e do esporte e especialista em gestantes. Os treinos devem ser relaxantes e bem orientados, além de respeitar as limitações da mulher. Os intensos precisam ser evitados porque podem prejudicar o desenvolvimento fetal. Após o nascimento do bebê também é importante dosar a intensidade para não afetar a produção do leite materno.
Atividades físicas durante a gravidez
Para melhorar a circulação sanguínea e diminuir os inchaços, as melhores atividades são as aeróbicas – principalmente caminhadas, natação, hidroginástica e bicicleta. Associando-as, sempre que possível, à musculação e ao alongamento. (Foto: Shutterstock.com) “Com o passar dos meses, o centro da gravidade se altera e, consequentemente, a postura. Essa mudança provoca dores nas costas. O alongamento e os exercícios de fortalecimento muscular ajudam a relaxar e prevenir incômodos próprios da alteração anatômica na gestação, principalmente nas costas e nas pernas. Evitam ainda a incontinência urinária e diástase na barriga, quando a parede dos músculos do abdômen se divide ao meio, na vertical, partindo o umbigo”, explica Karina. (Foto: Reprodução/Freepik) A médica alerta, porém, para ficar longe dos exercícios com forte contração no abdômen, como os abdominais hipopressivos, pois aumentam a chance de hérnia umbilical. (Foto: Reprodução/Freepik)
Pós-gestação
Na pós-gestação a atividade física também é fundamental. “Nos seis meses após o parto, os hormônios da gestação que ainda estão no organismo da mamãe aceleram a perda de peso e propiciam maior definição da silhueta. A volta à forma de quem pratica atividades nesse período é muito mais rápida se compararmos com quem espera mais tempo para recomeçar a se exercitar”, comenta a especialista. Para a prática de exercícios é importante ainda tomar certos cuidados como estar sempre bem hidratada, usar roupas adequadas, evitar esportes com traumas na barriga e se alimentar antes das atividades.
Situações em que não se deve fazer atividades físicas durante a gravidez:
Doença cardíaca, pulmonar ou ortopédica;
Gravidez de gêmeos, com risco de prematuridade;
Placenta prévia depois das 26 semanas de gestação;
Pré-eclâmpsia;
Sangramento uterino ou vaginal;
Diminuição dos movimentos do feto;
Retardo no crescimento intrauterino;
Hipertensão e hipotireoidismo mal controlados.
Sintomas que devem fazer você parar com os exercícios e procurar um médico: