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Infarto durante exercício: quando a atividade física vira um risco

Mulher cansada escorada sob a esteira na academia.

Confira os sintomas importantes de infarto - Foto: Shutterstock

Praticar exercícios é um dos pilares para uma vida longa e saudável. No entanto, notícias sobre pessoas que sofrem infarto durante treinos ou competições geram medo e dúvidas. O exercício não é o vilão.

O risco real mora na falta de preparo e na negligência com os sinais do corpo.

Confira os sintomas importantes de infarto - Foto: Shutterstock

O infarto agudo do miocárdio durante o esforço físico acontece, geralmente, quando há uma doença cardíaca pré-existente e desconhecida.

Para quem já tem obstruções nas artérias, o aumento súbito da frequência cardíaca pode ser o gatilho para um evento grave. Saber diferenciar o cansaço normal de um alerta do coração pode salvar sua vida.

Por que o infarto acontece no treino?

Durante a atividade física, o coração precisa trabalhar mais para bombear sangue aos músculos. Isso exige que o próprio músculo cardíaco receba mais oxigênio.

Se as artérias coronárias estiverem obstruídas por placas de gordura, o oxigênio não chega como deveria.

Em exercícios de altíssima intensidade, a pressão arterial sobe e o fluxo de sangue fica turbulento. Isso pode causar o rompimento de uma placa de gordura, formando um coágulo que bloqueia a artéria.

É nesse momento que ocorre o infarto. Em jovens, a causa mais comum costuma ser a cardiomiopatia hipertrófica (coração crescido) ou anomalias congênitas.

Sinais de alerta: Não ignore estes sintomas

Muitas vezes, o corpo avisa que algo está errado antes do colapso. Fique atento a estes sinais durante o exercício:

Se sentir qualquer um desses sintomas, pare imediatamente. Não tente “vencer a dor” ou terminar a série. O descanso imediato reduz a carga de trabalho do coração.

Quem está no grupo de risco?

O risco de um evento cardíaco é maior para quem decide sair do sedentarismo direto para treinos intensos. Homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 anos devem ter atenção redobrada. Outros fatores de risco incluem:

  1. Tabagismo e uso de estimulantes: Substâncias que aceleram o coração artificialmente.

  2. Histórico familiar: Parentes próximos que sofreram infarto precoce.

  3. Hipertensão e Colesterol alto: Doenças que silenciosamente danificam as artérias.

  4. Diabetes: Afeta a sensibilidade à dor, podendo camuflar os sinais de infarto.

Como treinar com segurança total

A solução não é parar de treinar, mas sim treinar com inteligência. O esporte protege o coração a longo prazo, desde que respeite os limites biológicos.

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