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Pílula pode ajudar a manter o peso após Ozempic e Mounjaro, diz estudo

Novo estudo publicado na Nature Medicine avalia pílula oral como alternativa para manutenção do peso após interrupção das canetas emagrecedoras

Novo estudo publicado na Nature Medicine avalia pílula oral como alternativa para manutenção do peso após interrupção das canetas emagrecedoras - Foto: Shutterstock

Por Marcus Almeida

Um dos maiores desafios dos medicamentos para emagrecimento não está apenas na perda de peso, mas em manter os resultados após o fim do tratamento. Agora, um novo estudo publicado na revista Nature Medicine aponta que uma pílula diária pode ajudar justamente nesse processo.

Novo estudo publicado na Nature Medicine avalia pílula oral como alternativa para manutenção do peso após interrupção das canetas emagrecedoras - Foto: Shutterstock

Segundo reportagem da BBC, o medicamento oral chamado orforglipron apresentou resultados promissores em pessoas que interromperam o uso de canetas emagrecedoras à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro.

O problema do efeito rebote após as canetas

Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro revolucionaram o tratamento da obesidade e ajudaram milhões de pessoas a perder peso. No entanto, muitos pacientes acabam recuperando parte significativa dos quilos perdidos depois que param as aplicações.

Foi justamente esse cenário que motivou os pesquisadores a avaliarem estratégias de manutenção do emagrecimento a longo prazo.

O estudo analisou 376 participantes nos Estados Unidos que já haviam utilizado medicamentos injetáveis por mais de um ano e tinham emagrecido com sucesso. Depois disso, eles interromperam o tratamento e passaram a receber uma pílula diária de orforglipron ou placebo.

A pílula oral apresentou resultados positivos

De acordo com os dados publicados na Nature Medicine, os participantes que utilizaram o orforglipron conseguiram manter mais de 70% da perda de peso anterior ao longo de um ano.

Já o grupo que recebeu placebo manteve entre 38% e 50% do emagrecimento.

O orforglipron funciona de maneira semelhante às canetas contra obesidade: ele imita hormônios ligados à saciedade e ao controle do apetite.

Outro ponto que chamou atenção foi o custo. Segundo a reportagem da BBC, nos Estados Unidos o medicamento oral custa cerca de US$ 149 por mês na dose mais baixa, valor inferior ao de alguns medicamentos injetáveis.

Benefícios podem ir além da balança

Além da manutenção do peso, os pesquisadores observaram melhora em fatores metabólicos importantes, como:

Esses resultados reforçam a visão atual de que a obesidade é uma condição crônica e que pode exigir tratamento contínuo para controle a longo prazo.

Ainda não há respostas definitivas

Apesar dos resultados considerados promissores, os próprios pesquisadores destacam que ainda são necessários mais estudos para entender por quanto tempo o tratamento precisaria ser mantido.

Os efeitos colaterais observados foram classificados como leves e incluíram sintomas gastrointestinais, como náusea, constipação e diarreia.

Até o momento, o orforglipron já está disponível nos Estados Unidos e pode ser lançado em outros países nos próximos meses.

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