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Treino noturno: Veja como organizar a alimentação sem prejudicar o sono

Mulher durante o treino

Veja como ajustar as refeições à rotina - Foto: Freepik

Treinar à noite é a realidade de quem passa o dia entre trabalho, estudos e outros compromissos. Mas o que comer quando o exercício termina poucas horas antes de dormir?

A alimentação influencia o desempenho físico e a recuperação muscular. Por isso, é importante planejar as refeições antes e depois do treino. Também é preciso considerar o intervalo entre o exercício e a hora de dormir.

Veja como ajustar as refeições à rotina - Foto: Freepik

Segundo Rodrigo dos Reis Fernandes, nutricionista e coordenador da Unopar, não é necessário deixar de comer após o treino noturno. O organismo continua precisando de nutrientes para se recuperar.

O planejamento deve considerar a duração e a intensidade do exercício. Também é importante avaliar o que foi consumido ao longo do dia.

Confira seis cuidados para organizar a alimentação e manter a rotina de treinos à noite.

1. Evite treinar depois de muitas horas sem comer

Passar a tarde inteira sem se alimentar pode prejudicar a disposição durante o treino. Isso acontece porque o organismo utiliza a energia obtida nas refeições anteriores.

Por isso, o planejamento alimentar deve começar antes de chegar à academia. O intervalo entre a refeição e o exercício ajuda a definir o que comer.

Quando falta pouco tempo para treinar, prefira preparações leves e de fácil digestão. Alimentos ricos em carboidratos podem ser boas opções nesse momento.

Se houver mais tempo até o exercício, é possível variar as combinações. A escolha deve considerar a rotina e as necessidades individuais.

2. Não é preciso cortar carboidratos à noite

Algumas pessoas evitam arroz, pães e massas no jantar por medo de ganhar peso. Porém, consumir carboidratos à noite não provoca ganho de peso automaticamente.

Esse nutriente fornece energia para o organismo. Também ajuda a repor parte das reservas utilizadas durante o exercício.

Por isso, os carboidratos podem fazer parte da refeição pós-treino. Isso vale mesmo quando a atividade termina perto da hora de dormir.

O importante é ajustar as porções às necessidades individuais. Os objetivos de cada pessoa também devem orientar as escolhas.

Além disso, é preciso considerar a alimentação do dia inteiro. O horário de uma refeição, isoladamente, não determina seus efeitos sobre o organismo.

3. Evite exageros na refeição pós-treino

Terminar o treino com muita fome pode levar a refeições volumosas. O problema é que comer demais perto da hora de dormir pode causar desconforto.

Frituras e preparações muito gordurosas também podem dificultar a digestão. A sensação de estômago pesado pode atrapalhar o descanso.

Uma alternativa é combinar fontes de proteína e carboidratos. As quantidades devem respeitar as necessidades e os objetivos individuais.

O horário do jantar também faz diferença. Quem come antes de treinar tem uma rotina diferente de quem deixa a principal refeição para depois da academia.

Observe ainda o intervalo entre o fim do exercício e a hora de dormir. Se houver pouco tempo, evite refeições que provoquem desconforto.

4. Distribua a proteína ao longo do dia

A proteína participa da recuperação e da manutenção muscular. Por isso, deve fazer parte da alimentação de quem pratica exercícios.

Frango, ovos, carnes e peixes são algumas das opções. Leite e derivados também fornecem esse nutriente. Fontes vegetais podem complementar o consumo diário.

Não é necessário concentrar grandes quantidades de proteína após o treino. Distribuir o consumo entre as refeições ajuda a atender às necessidades do organismo.

Segundo Rodrigo dos Reis Fernandes, os resultados não dependem de um único alimento consumido imediatamente após o exercício. O conjunto da alimentação ao longo do dia também é fundamental.

Perto da hora de dormir, evite exagerar nas porções. O objetivo é consumir os nutrientes necessários sem provocar desconforto antes de deitar.

5. Tenha cuidado com a cafeína antes do treino

Café, bebidas energéticas e suplementos pré-treino podem conter cafeína. Essa substância ajuda algumas pessoas a se sentirem mais dispostas para o exercício.

No entanto, seu efeito estimulante pode continuar após o treino. Isso merece atenção de quem pratica atividade física à noite.

Dependendo da quantidade consumida, a cafeína pode dificultar o início do sono. Também pode deixar o descanso mais agitado.

A sensibilidade à substância varia de pessoa para pessoa. Por isso, observe como seu organismo reage ao consumo.

Se houver dificuldade para dormir, vale rever a quantidade e o horário de ingestão. Esse ajuste pode ajudar a conciliar os exercícios com o descanso.

6. Não sacrifique o sono para organizar a alimentação

Planejar as refeições é importante para quem pratica exercícios. Mas essa organização não deve prejudicar o descanso.

Ficar acordado até mais tarde apenas para comer em um horário específico pode atrapalhar a rotina. O sono também participa da recuperação do organismo.

Além disso, descansar adequadamente é importante para quem busca melhorar o desempenho físico. Por isso, alimentação, exercício e sono devem ser considerados em conjunto.

Se o treino noturno estiver dificultando o descanso com frequência, reveja sua rotina. Avalie os horários das atividades, das refeições e do consumo de estimulantes.

O objetivo é encontrar uma organização que funcione no dia a dia. Assim, você consegue manter os treinos sem comprometer o sono ou transformar a alimentação em uma preocupação constante.

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