
Encontre sua turma
Tanto faz qual é a sua motivação – participar pela diversão ou tentar conquistar o pódio. A corrida de revezamento é para todos. O importante é estar em sintonia com os objetivos do seu grupo. “Os iniciantes podem dividir a prova em mais participantes, enquanto o corredor avançado pode realizá-la em duplas, por exemplo”, sugere o treinador Daniel Bagatini, da Even Faster Sports, de Porto Alegre (RS). Para evitar conflitos, o ideal é montar um time de ritmos e expectativas semelhantes. Se a prova tiver trechos de aclive, declive ou terrenos diversos, vale apostar em atletas com aptidões técnicas variadas.Trace uma estratégia

Reforce a planilha
Com o mapa do seu percurso em mãos, o próximo passo é adaptar o treinamento para que você possa fazer bonito no dia da prova. Para uma corrida de trechos curtos, por volta de 5 km, Ricardo Arap, sócio-fundador da Race Assessoria Esportiva (SP), indica ao menos um treino intervalado de alta intensidade por semana. Se a prova passar por areia, trilhas ou morros, acrescentar à planilha exercícios funcionais e pliométricos (saltos) ajudará a ganhar técnica e evitar entorses. “Em caso de percursos mais longos, uma ideia é dividir o treino em duas sessões, o que diminui os risco de lesão. Por exemplo: no sábado, correr 16 km e, no domingo, mais 16 km, atingindo, em 24 horas, os 32 km a serem percorridos no dia da prova”, ensina Arap. +6 alimentos para corredores de longas distânciasSimule o desafio
Se possível, tente simular nos treinos as condições que vai encarar no dia do evento, principalmente temperatura, umidade e horário de largada. O ideal é chegar à cidade da prova alguns dias antes para se ambientar, realizar treinos leves nos locais e horários de competição. “Treine especificamente as distâncias e descansos. Se o intervalo entre os trechos ficar em torno de 30 min, não deixe o corpo ‘esfriar’. Caminhe, alongue, porque o tempo para reaquecer a musculatura será curto”, explica Daniel Bagatini, que complementa: “Para intervalos acima de uma hora, faça um bom alongamento, reposição de água e carboidratos, relaxe meia hora e termine com um aquecimento 10 min antes da largada seguinte”. E nada de exagerar no primeiro trecho e chegar quebrado para a segunda perna. Organize-se
O grande barato do revezamento é o que está por trás da corrida: apoio entre os corredores, troca de experiências, confraternização pós-prova. Mas é também nos bastidores que está falha mais comum das equipes: a desorganização. O maior problema costuma ser a “troca de bastão”, em que nem sempre o próximo participante já está no posto de troca, o que atrasa todo o grupo. “O ideal é estimar um tempo de corrida mais rápido do que o ritmo previsto pelo colega, e, mesmo assim, estar no local de troca pelo menos 10 min antes dessa previsão”, diz Bagatini. Distribuir os kits e os chips com antecedência, e na ordem correta, evita erros que podem desclassificar a equipe. Emerson Gomes dá um conselho valioso: “Tenha ao menos um atleta mais experiente no grupo para servir como capitão, organizar o revezamento e tomar decisões durante a prova.” Texto: Mariana GiangoppeConteúdos relacionados Corrida