Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, realizados em Milão e Cortina d’Ampezzo, entraram para a história do esporte nacional.
Pela primeira vez desde sua estreia olímpica na neve, o Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio.

A conquista veio com o ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino. O resultado garantiu não apenas a medalha inédita, mas também a melhor campanha brasileira em Jogos de Inverno.
O país terminou na 19ª colocação no quadro geral de medalhas.
Campanha histórica vai além do ouro
O feito não foi isolado. A delegação brasileira levou 14 atletas, recorde nacional, distribuídos em cinco modalidades: esqui alpino, snowboard, bobsled, skeleton e esqui cross-country.
No skeleton, Nicole Silveira terminou na 11ª colocação, melhor resultado do Brasil em esportes disputados sobre o gelo.
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No snowboard halfpipe, Pat Burgener ficou em 14º lugar, enquanto Augustinho Teixeira terminou em 19º. Foram os melhores desempenhos do país na modalidade.
Já no bobsled 4-man, Edson Bindilatti e equipe conquistaram o 19º lugar, outro marco inédito.
Ao todo, o Brasil registrou cinco atuações entre os 20 melhores do mundo em uma única edição. O número quase iguala todos os top 20 conquistados na história do país até então.
Evolução do Brasil nos esportes de Inverno
A trajetória brasileira nos Jogos começou em Jogos Olímpicos de Inverno de 1992, realizados em Albertville.
Desde então, o país jamais havia figurado no quadro de medalhas.
O ouro em 2026 representa a quebra dessa barreira histórica e sinaliza amadurecimento técnico, planejamento e maior profissionalização.
O que explica o crescimento?
Especialistas apontam três pilares principais:
- Investimento contínuo.
- Treinamento internacional.
- Desenvolvimento de base.
O Comitê Olímpico do Brasil já indicou que pretende ampliar programas voltados às modalidades de neve e gelo.
Próximos passos para manter o protagonismo
O desafio agora é transformar o feito em projeto de longo prazo.
Entre as estratégias consideradas estão:
- Parcerias internacionais.
- Intercâmbio com centros de treinamento na Europa.
- Ampliação do acesso de jovens às modalidades de inverno.
- Investimento em ciência esportiva.
O próprio Lucas Pinheiro Braathen sinalizou o desejo de colaborar na formação de novos atletas.
Um país tropical pode competir na neve?
Os Jogos de 2026 mostraram que sim.
Mesmo sem tradição climática no gelo, o Brasil construiu uma campanha sólida, competitiva e histórica.
O ouro inédito pode ser o ponto de virada para consolidar o país no cenário internacional do Inverno.
Se houver continuidade no investimento e no planejamento, o feito deixa de ser exceção e passa a representar um novo capítulo do esporte brasileiro.
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