O São Paulo está na Justiça para tentar recuperar cerca de R$ 9 milhões de dois ex-patrocinadores da gestão anterior que pararam de pagar. Os valores vêm dos cálculos do próprio clube e envolvem a Vitória Cup e a Integra Assistência Médica, dona da marca Blue Saúde.
Vitória Cup: dívida começou em R$ 500 mil
O caso mais recente é o da Vitória Cup, cuja marca esteve no calção do time profissional e saiu de lá menos de dois meses depois. Depois de uma edição bem sucedida em 2025, o torneio amistoso enfrentou problemas e não aconteceu em 2026.

O contrato de patrocínio foi assinado em novembro de 2025 e previa R$ 3 milhões até o fim deste ano. Logo na segunda parcela, de R$ 500 mil, com vencimento em dezembro, os pagamentos pararam. Em janeiro, o clube suspendeu a exposição da marca.
A Vitória Cup admitiu a dívida e alegou falta de caixa por causa do adiamento de jogos. Em maio, as partes encerraram o contrato e assinaram uma confissão de dívida. O São Paulo aceitou receber só R$ 500 mil, em dez parcelas de R$ 50 mil.
Segundo o clube, nem a primeira parcela foi paga. Com isso, voltou a valer a dívida integral de R$ 1,15 milhão, agora corrigida e com multa, totalizando R$ 1,34 milhão. A Justiça mandou citar os devedores, mas a citação eletrônica não foi confirmada. A empresa ainda não se manifestou no processo.
Blue Saúde: o calote maior
Há um segundo caso, ainda maior, envolvendo a Integra Assistência Médica, dona da marca Blue Saúde, que patrocinou a barra traseira da camisa do São Paulo. O contrato de 2024 valia R$ 17,4 milhões.
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A operadora pagou R$ 9,2 milhões até abril de 2025 e depois parou. O São Paulo cobra cinco parcelas atrasadas e a multa rescisória. No último cálculo do clube, o total chega a R$ 7,7 milhões, incluindo honorários e custas.
Nesse caso, porém, o clube enfrenta resistência. A Blue argumenta que o São Paulo descumpriu o contrato primeiro: tirou a marca da camisa um dia depois de notificá-la, quando ainda faltavam 14 dias do prazo para quitar a dívida.
São Paulo busca bens para receber
Na busca por bens, o São Paulo encontrou três investimentos que somam R$ 114 mil e dois carros, um deles um Land Rover blindado que já tem restrições de outros cinco estados.
A Blue diz que as aplicações garantem as reservas exigidas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e não podem ser penhoradas. Os pedidos ainda aguardam decisão.
Entre dívidas, multas e custas, o São Paulo tenta recuperar cerca de R$ 9 milhões que considera devidos por ex-patrocinadores. Enquanto a Vitória Cup ainda não se manifestou no processo, a Blue Saúde contesta a cobrança e a disputa segue na Justiça.