Treina e o formato do bumbum não muda? Médica explica o motivo

Retrações da celulite, flacidez e características da pele podem interferir no contorno dos glúteos mesmo com a musculatura desenvolvida

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Passar horas na academia e manter uma rotina de exercícios para os glúteos não significa conseguir mudar todas as características do bumbum. É possível desenvolver a musculatura, ganhar volume e projeção e, ainda assim, continuar percebendo um “furinho” ou uma depressão em determinada região.

Para a médica Manoela Fassina, da Clínica Leger, isso pode acontecer porque nem toda irregularidade na aparência dos glúteos está relacionada à falta de músculo.

O treino pode desenvolver a musculatura, mas não muda todas as características dos glúteos
O treino pode desenvolver a musculatura, mas não muda todas as características dos glúteos - Foto: @dramanoelafassina | @clinicaleger | CO ASSESSORIA

“Tem paciente que chega dizendo que treina, faz exercício para glúteo e não entende por que determinada região continua igual. Em alguns casos, não é uma questão de treinar mais. Existem retrações da celulite que puxam a pele e acabam interferindo no desenho do bumbum”, explica.

O que o treino consegue mudar?

Os exercícios podem fortalecer e desenvolver a musculatura dos glúteos e, com isso, contribuir para mudanças no volume e na projeção da região. Porém, nem tudo o que aparece na superfície da pele acompanha essa transformação.

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Uma depressão provocada pela celulite, por exemplo, pode continuar visível mesmo em uma pessoa com a musculatura desenvolvida. A flacidez e a própria qualidade da pele também podem interferir na aparência do bumbum.

Por isso, aumentar a carga dos exercícios nem sempre significa que uma determinada irregularidade vai desaparecer.

Por que duas pessoas podem ter resultados diferentes?

O formato dos glúteos também precisa ser analisado em relação ao restante do corpo. A proporção entre cintura, quadril e coxas, além do volume, da pele e das retrações, ajuda a explicar por que duas mulheres com rotinas de treino semelhantes podem apresentar resultados visuais diferentes.

“Quando a paciente olha para o próprio corpo, pode interpretar uma depressão como falta de volume e achar que precisa aumentar o bumbum. Mas, se existe uma retração puxando a pele, simplesmente colocar mais volume não significa que aquela depressão vai desaparecer”, afirma Manoela.

Ou seja, aquela sensação de que o bumbum “não muda” mesmo com os treinos pode ter outras explicações além do desenvolvimento da musculatura.

Nem tudo depende de aumentar o bumbum

Para a médica, entender o que está causando o incômodo é importante antes de pensar em qualquer mudança. Isso evita tanto insistir nos exercícios esperando uma alteração que não depende apenas dos músculos quanto considerar o aumento de volume como solução automática.

“Exercício é fundamental e tem seu papel, mas não modifica todas as características que determinam o formato dos glúteos. Da mesma maneira, harmonização glútea não significa necessariamente aumentar o bumbum. Primeiro precisamos entender o que está causando aquele incômodo e só depois avaliar o que realmente faz sentido”, conclui.

No fim, o treino continua sendo importante para fortalecer e desenvolver a musculatura. Mas o formato dos glúteos é resultado de diferentes características do corpo, e nem todas podem ser modificadas apenas com exercícios.