
Hora de treinar
Por mais que a dedicação de homens e mulheres seja a mesma, é evidente que o resultado que eles apresentam no esporte é distinto. Especialmente no que se refere aos tempos de prova. Os moços cumprem uma corrida aproximadamente 10% mais rápido. As garotas possuem uma constituição corporal diferente da masculina, o que acaba por refletir no desempenho em treinos e provas. A massa magra da mulher é menor que a do homem e, dessa forma, ela terá uma performance diferente da dele. Quando se compara os dois sexos, há a clara constatação de que, se ambos estiverem nas mesmas condições de condicionamento físico, os homens, por conta da força física, serão mais rápidos.
Hormônios à flor da pele
Apesar de não haver diferença entre os sexos na hora de treinar, as mulheres são praticamente uma montanharussa de hormônios, tamanha a flutuação dessas substâncias no corpo delas ao longo do ciclo menstrual. E isso influencia os resultados das moçoilas nas corridas. Um ciclo menstrual de 28 dias (a média das mulheres tem esse ciclo) pode ser dividido em quatro fases: menstruação (1º ao 4º dia), pósmenstrual (5º ao 11º dia), intermenstrual (12º ao 22º dia) e pré-menstrual (23º a 28º). Na maioria das mulheres, o desempenho físico ideal é alcançado na fase pós-menstrual. Esse período é marcado pela crescente taxa de estrógeno no sangue e pela ativação da glândula suprarrenal.
Incontinência urinária
Problema pouco conhecido, apesar de atingir entre 20% e 40% das mulheres brasileiras, a incontinência urinária é um mal que precisa de cuidados especiais. Incontinência é qualquer perda involuntária de urina, seja por esforço, seja por urgência. E a corrida é um dos esportes de risco para o mal, já que durante a prova ou o treino ocorre grande impacto sobre os músculos pélvicos, responsáveis por permitir que a urina permaneça retida. Geralmente, as corredoras que sofrem com o mal não conseguem segurar o xixi no último quilômetro de prova. Uma das maneiras de evitá-la é exercitar a musculatura do assoalho pélvico: é preciso contrair a vagina e o ânus, mas a bexiga deve estar vazia, para evitar irritação da musculatura e inflamações vaginais. Os exercícios podem ser feitos em várias situações: alongando, deitada, em pé e durante os treinos de corrida ou musculação. O importante é que eles sejam repetidos todos os dias cerca de 90 vezes. É preciso atenção ao que se come. Alimentos irritativos, como café, frutas cítricas, pimenta, chá preto, refrigerante e bebidas alcoólicas devem ser evitados para que a doença não piore.Durante a TPM
Quando as dores de cabeça e no corpo começam e a mudança de humor repentina aparece, elas já sabem: a tensão pré-menstrual chegou. O melhor a fazer quando esses sintomas pintam é limitar a intensidade do exercício, principalmente nos primeiros dias.
Corrida durante a gravidez
Em algum momento da vida, praticamente toda mulher que corre (e se exercita, claro) se faz essa pergunta: estou grávida, devo ou não continuar treinando? A resposta é: depende de quanto tempo ela pratica atividade física regularmente. Desde que a atleta já esteja acostumada com algum tipo de exercício, não há razão para suspendê-lo na gravidez. Contudo, é bom ter certeza de que a saúde anda em dia para que não haja riscos para a mulher e, principalmente, para o bebê. + Cuidados com a corrida durante a gravidez Numa gestação normal, o exercício é benéfico para a mãe, para o feto e para o suprimento de leite, já que a prolactina, o hormônio que controla a produção de leite, é estimulada. Ou seja, correr ajuda a mãe a ter farto suprimento de leite. Depois do parto, é preciso algum cuidado na hora de retornar aos treinos. Deve-se voltar gradativamente, para que não haja lesões, já que os ligamentos estão mais frouxos. Também é importante prestar atenção à hidratação para que a amamentação não fique prejudicada. Aliás, os treinamentos devem ser feitos sem exagero de volume e de intensidade pelo menos nos cinco primeiros meses.Cuidados com lesões
Por incrível que pareça, as mulheres estão mais susceptíveis à lesões durante a corrida. Há duas teorias que explicam os porquês: a primeira diz que existe uma diferença importante da densidade óssea entre o homem e a mulher, fazendo com que o desenvolvimento de lesões típicas da corrida, como fratura de estresse, atinja mais o sexo feminino. A segunda sugere que os músculos das mulheres são ativados mais tardiamente que os dos homens, o que faz com que ocorram estresses em determinados pontos do corpo.
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