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Corrida

Um vício pelo outro

O maratonista Cristiano Fetter, que já encarou a Uphill duas vezes, conta como ajudou dependentes químicos na luta contra o vício

Cristiano em uma de suas vitórias, com a camiseta de seu projeto, que ajuda dependentes químicos
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Depoimento dado a Amanda Preto

Cristiano em uma de suas vitórias, com a camiseta de seu projeto, que ajuda dependentes químicos

Cristiano em uma de suas vitórias, com a camiseta de seu projeto, que ajuda dependentes químicos

Assim como muitos corredores que tiveram que percorrer uma coleção de quilômetros até chegar ao sonho de completar uma maratona, Cristiano Fetter enfrentou as agruras e delícias dessa odisseia de treinos, lesões e contratempos. Em 2013, ele fez seus primeiros 42 km na maratona de Curitiba, uma das mais complicadas do país, por conta do percurso sobe-e-desce. Em paralelo, Fetter trabalhava com dependentes químicos com o objetivo de servir como ombro amigo na dura luta contra o vício. Mas ele viu que poderia ir mais além desse propósito inicial com uma aliada: a corrida. Aqui, ele conta mais essa história:

+ Blogueira usa corrida como motivação e vence câncer de mama 

“Percebi que o esporte poderia oferecer a esperança que faltava na vida dos participantes do grupo de dependentes químicos. Dessa consciência, nasceu o Projeto Nova Vida, em parceria com meu amigo, Marcus Vinicius. Porém, por falta de incentivo financeiro, tivemos que diminuir nossas atividades. Dessa forma, eu encontrei outra maneira de ajudá-los: continuei a correr levantando a bandeira de que o vício da corrida supera o vício das drogas. Hoje, não corro porque vou ganhar uma prova, tampouco para competir com alguém, mas para desafiar meus limites e para que as pessoas vivam a alegria de ultrapassar uma linha de chegada. E quando corro levo comigo a bandeira de uma causa: a certeza de que o esporte pode salvar vidas.

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Medalha da Uphill 2014: neste ano tem mais

Medalha da Uphill 2014: neste ano tem mais

Hoje, meu maior desafio é incentivar as pessoas a buscarem a melhor versão de si mesmas. Acredito que todos têm um potencial enorme, mas muitas vezes não desenvolvem por causa da intensa rotina do dia a dia. Percebo que a corrida ajuda a obter mais disciplina, a superar dificuldades e, segundo estudos, a ficar mais inteligente. Então, por que não correr? Mas de forma bem pessoal, quero poder correr longas distâncias em locais paradisíacos, praias, montanhas, serras etc. Estar em contato com a natureza me faz ter a certeza de estar vivo.

A Uphill

No ano retrasado, participei pela primeira vez da Mizuno Uphill. Não sabia o que esperar da prova, e posso dizer que foi uma das mais difíceis que já participei. Para subir melhor a serra catarinense em 2015, fiz muitos treinos pelas maiores lombas da cidade e, quando posso, viajo para as serras mais próximas para desbravar locais novos. O que mais queria era chegar ao final da prova para poder abraçar cada amigo virtual que fiz por meio dela. Para isso, organizamos um grupo no bate-papo virtual para ninguém ficar de fora. Com certeza, foi uma corrida de amizade e de superação!”

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