Como funciona o método Busquet na prática
Para reverter esses quadros, o especialista realiza testes que avaliam dinamicamente as cadeias de músculos, que atualmente são chamadas de fisiológicas, graças à sua íntima ligação com outros sistemas do organismo, e detecta quais são os processos de adaptação prejudiciais aos quais elas foram submetidas. “Então, são terapias manuais para liberar os pontos onde elas aconteceram, permitindo que o corpo tenha mais liberdade de movimentos, maior sensação de leveza e se adapte a padrões posturais melhores”, explica o Maurício Garcia, coordenador do setor de fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, em São Paulo, e fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Universidade Federal de São Paulo. “E ao contrário do que acontece com outras técnicas fisioterápicas, o paciente é reavaliado a todo momento para redefinir a estratégia de tratamento, já que entendemos que a postura é dinâmica, o que nos possibilita oferecer resultados muito eficazes mais rápido”, acrescenta o fisioterapeuta Claudio Cotter, da CM.2 Fisioterapia, em São Paulo, que tem formação no método Busquet. “Outra característica dessa técnica é que ela vai direto ao ponto que está provocando o problema, tratando a causa e não apenas a sua consequência. A cada sessão é possível notar grandes melhoras”, diz Cotter. Mas para garantir um resultado realmente eficaz do tratamento, o ideal é associá-lo a outros métodos, como o pilates.Indicação
O método é indicado para todas as idades e perfis. “Desde os recém-nascidos com problemas como deformações e torcicolo congênito e as crianças que apresentam dores de crescimento, lordose e alterações nos pés e nos joelhos, entre outras. Até os idosos se beneficiam, a fim de evitar problemas físicos e tratar os efeitos da artrite e artrose”, conta Maurício Garcia. E a turma que pratica atividade física tem algumas vantagens extra com a metodologia criada por Léopold Busquet. Ela aumenta a amplitude dos movimentos, a mobilidade articular, a flexibilidade e leva o indivíduo a praticar a atividade com uma biomecânica mais correta e eficaz, melhorando a performance e evitando lesões. “Outro exemplo importante nesse caso é que podemos detectar quando tensões internas na cavidade abdominal geram compensações adaptativas diretas na pisada, o que no caso de um corredor faz toda a diferença na sua performance”, conta Bruno Dreher Bosner. “E as melhoras podem ser percebidas no momento da sessão em 90% dos casos”, afirma. O especialista Claudio Cotter sentiu isso na pele, ou melhor, no corpo todo. “Já vivenciei a sensação de correr 8 km de manhã sentindo o corpo pesado e travado e, ao fazer o mesmo treino à tarde depois de me submeter ao tratamento, me senti bem mais leve, mesmo já tendo me exercitado mais cedo”, conta.Conteúdos relacionados Saúde