Malu Borges intensifica treinos para recuperar o abdômen após parto

Influenciadora avança gradualmente nos treinos três meses após o nascimento da segunda filha e mostra como a recuperação abdominal vai além da estética.

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Malu Borges está intensificando os exercícios físicos para tratar a diástase abdominal após o nascimento de sua segunda filha. Aos três meses de pós-parto, a influenciadora avança gradualmente nos treinos sob a orientação da personal trainer Rapha Brazilian, cofundadora da BOOM Fit Club, que a acompanha há mais de três anos.

Malu Borges intensifica treinos para recuperar o abdômen após parto
Foto: Divulgação

A diástase abdominal é o afastamento dos músculos retos do abdômen ao longo da linha média. Durante a gestação, essa adaptação ajuda a acomodar o crescimento do útero. Mas a recuperação não depende apenas da aparência da barriga: envolve estabilidade do tronco, controle da pressão intra-abdominal e função do assoalho pélvico.

Por isso, voltar a treinar depois do parto não significa simplesmente retomar a rotina anterior ou aumentar a carga de abdominais. No caso de Malu, o processo começou ainda na gravidez e seguiu uma progressão cuidadosa após o nascimento da bebê.

Como Malu Borges retomou os treinos

Malu manteve os exercícios até o dia do parto, sempre com adaptações para respeitar a rotina e as condições físicas da gestação. Uma semana depois do nascimento da filha, ela retomou as atividades com cautela e acompanhamento próximo de Rapha.

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Embora apresente um grau leve de diástase, a influenciadora não acelerou as etapas. O treinamento evoluiu conforme a resposta do corpo a cada nova exigência, com foco em recuperar controle, força e estabilidade.

“O ponto de partida foi a respiração, como sempre é quando a gente trabalha recuperação, e a gente começou com muito trabalho de Pilates, trazendo tonificação e resistência de forma gradual”, explica Rapha Brazilian.

Exercícios que ajudam na diástase abdominal

A recuperação da diástase abdominal vai muito além de treinar o abdômen de forma isolada. Segundo Rapha, o movimento eficiente depende da coordenação entre o diafragma, o transverso abdominal, os músculos profundos do tronco e o assoalho pélvico.

Nos três primeiros meses após o parto, o treino de Malu evoluiu de exercícios no solo para o fortalecimento de glúteos e membros inferiores, estabilidade do tronco e ativação progressiva do core. Mais recentemente, a influenciadora passou a realizar o exercício com rolinho, que exige maior controle abdominal.

A introdução do movimento só aconteceu depois de uma evolução gradual, acompanhada semana a semana. Essa progressão é essencial para que a musculatura consiga responder adequadamente antes de receber estímulos mais intensos.

Quais exercícios exigem atenção

Não existe uma lista universal de exercícios proibidos para todas as mulheres com diástase. A escolha dos movimentos deve considerar o quadro individual, a execução e a resposta do corpo ao esforço.

Ainda assim, exercícios que exigem esforço abdominal intenso podem aumentar a pressão intra-abdominal quando realizados sem controle ou antes de a musculatura estar preparada. Isso pode sobrecarregar as estruturas envolvidas na recuperação.

Alguns sinais merecem atenção durante os treinos:

  • Dor ou desconforto na região abdominal.

  • Sensação de pressão interna.

  • Abaulamento abdominal durante o movimento.

  • Dificuldade em manter a estabilidade do tronco.

Se algum desses sintomas aparecer, o ideal é interromper ou adaptar o exercício e buscar avaliação profissional. A orientação de um profissional de educação física habilitado e, quando necessário, de um fisioterapeuta especializado em saúde pélvica ajuda a conduzir a recuperação com segurança.

Abdômen definido não significa diástase resolvida

Um dos pontos que mais gera confusão é a diferença entre definição abdominal e resolução da diástase. Uma barriga visualmente definida não garante que o afastamento muscular foi corrigido.

A definição está relacionada à composição corporal, ao ganho de força e ao condicionamento físico. Já a recuperação da diástase também envolve a capacidade de estabilizar o tronco e realizar movimentos cotidianos e exercícios sem dor ou outros sintomas.

“Uma mulher pode ter um abdômen visualmente bonito e ainda apresentar afastamento entre os músculos. A recuperação se mede pela função, pela capacidade de estabilizar o tronco durante o esforço, de fazer o dia a dia e o treino sem dor e sem sintoma”, afirma Rapha.

Consistência e paciência fazem diferença

Para a personal trainer, a consistência de Malu Borges e o acompanhamento contínuo foram determinantes para a evolução do trabalho. A influenciadora manteve o compromisso com os treinos durante a gestação, adaptando as atividades às viagens e à agenda profissional.

No pós-parto, a mesma disciplina veio acompanhada de paciência. Malu respeitou os limites do corpo e avançou conforme a musculatura respondia aos estímulos.

A experiência reforça que a recuperação abdominal após a gravidez não deve ser tratada como uma corrida por resultados estéticos. Com progressão adequada, exercícios individualizados e acompanhamento profissional, o objetivo é recuperar a função muscular e a segurança nos movimentos, respeitando o tempo e as necessidades de cada mulher.

No caso de Malu Borges, o tratamento da diástase abdominal mostra que o caminho mais eficiente não é o mais rápido, mas o mais consciente.