Quem tem lipedema pode correr? Veja quais exercícios são mais indicados

Especialista explica como escolher a atividade física ideal para aliviar as dores e reduzir o inchaço

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A prática de atividade física ajuda muito no controle do lipedema. Essa condição crônica causa o acúmulo anormal de gordura pelo corpo. O problema atinge principalmente a região das pernas e dos braços. O quadro clínico pode causar dores, hematomas e sensação de peso.

Apesar dos benefícios do exercício regular, uma dúvida comum sempre surge. Afinal, as pessoas que receberam esse diagnóstico médico podem realmente correr?

Imagem de um homem aquecendo para correr
Entenda se quem tem lipedema pode correr - Foto: Shutterstock

A corrida é totalmente proibida?

Para a coordenadora de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Beatriz Berenchtein, não existe uma resposta única para isso. “A corrida não é proibida para quem tem lipedema”, explica.

No entanto, a indicação depende bastante do estágio da doença crônica. A intensidade dos sintomas e o condicionamento físico do paciente importam. “O impacto pode aumentar a dor e o desconforto”, alerta. Isso ocorre principalmente quando a atividade inicia sem o devido preparo.

Os exercícios físicos mais indicados

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A caminhada é uma excelente opção inicial e possui baixo impacto. Essa prática simples ajuda a melhorar toda a circulação do corpo. A natação e a hidroginástica também são modalidades bastante recomendadas. A pressão da água favorece o retorno venoso e o linfático.

Esse processo natural ajuda a aliviar rapidamente o inchaço das articulações. A musculação bem orientada fortalece a musculatura e melhora a estabilidade. O pilates trabalha muito o fortalecimento, a postura e a mobilidade. Além disso, a bicicleta estimula todo o condicionamento do coração.

Cuidados com o alto impacto

A corrida não precisa ser descartada de forma imediata da rotina. Pacientes com sintomas mais leves e bom condicionamento físico podem treinar. Já quem apresenta dor intensa precisa evitar o impacto inicialmente. Atividades com saltos repetitivos podem agravar o desconforto físico das alunas.

“Cada caso deve ser avaliado individualmente”, reforça a fisioterapeuta. O principal objetivo é promover ganhos reais de saúde com segurança. A meta é encontrar uma atividade sem aumentar os sintomas locais. O acompanhamento de um fisioterapeuta foca no alívio direto dessas dores.