Seis meses após passar por uma cirurgia no joelho, Rodrygo voltou a treinar com bola no Real Madrid. O jogador sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco do joelho direito em março.
O retorno aos treinos marca uma nova fase da recuperação, mas não significa que o processo esteja encerrado. Em casos de lesão de LCA, a reabilitação envolve diferentes etapas antes da volta completa ao esporte.

Por que a recuperação do LCA demora?
A recuperação não depende apenas da cicatrização do ligamento. É necessário recuperar força, mobilidade, estabilidade e controle dos movimentos. Também são realizados testes funcionais para avaliar se o joelho está preparado para as exigências da modalidade.
“O retorno ao esporte não acontece simplesmente porque o ligamento cicatrizou ou porque o atleta voltou a correr”, explica o cirurgião ortopédico Rodrigo Nascimento. Segundo o especialista, a recuperação deve considerar a resposta individual de cada paciente, e não apenas o tempo desde a cirurgia.
Cada modalidade impõe diferentes demandas ao joelho. No futebol, por exemplo, o atleta precisa realizar mudanças rápidas de direção, desacelerações, saltos e movimentos com contato físico. Por isso, a fase final da recuperação inclui exercícios que reproduzem progressivamente os movimentos exigidos durante as partidas.
“Existe uma pressão muito grande para que atletas retornem rapidamente, principalmente quando há calendário, contratos e competições importantes envolvidos”, afirma Rodrigo. O médico ressalta que antecipar etapas pode aumentar o risco de uma nova lesão. Por isso, a liberação deve considerar a evolução apresentada durante a reabilitação.
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Cirurgia é apenas uma etapa da recuperação
A cirurgia corrige a estrutura lesionada, mas o trabalho de recuperação continua durante os meses seguintes. O objetivo é preparar o joelho para suportar novamente as demandas do esporte.
“A cirurgia corrige uma estrutura, mas a recuperação funcional é construída ao longo dos meses”, destaca Rodrigo. Além da capacidade física, o retorno também busca recuperar a confiança do atleta para executar os movimentos específicos da modalidade.
Dessa forma, voltar a correr ou treinar com bola representa apenas uma parte do processo. A liberação para competir deve acontecer quando o atleta apresentar condições funcionais adequadas para retornar com segurança.