Relembre a prova
Naquela noite, em que a chuva foi apenas mais um detalhe, Thiago começou a prova em 5,65 m e passou na primeira tentativa. Saltou 5,75 m na segunda chance e 5,85 m na primeira. No momento, restavam cinco atletas na prova. Em 5,93 m, passou no segundo salto, quando já assegurava a medalha de prata e igualava o recorde sul-americano. Na disputa, então, só Thiago e o francês Renaud Lavillenie, campeão em Londres 2012. Thiago Braz decidiu não saltar os 5,98 m, marca superada pelo francês um pouco antes, e foi direto para os 6,03 m. Apoiado pela torcida brasileira, ele superou a marca na segunda tentativa, estabelecendo novo recorde olímpico, superando o francês, que terminou com a prata. O bronze foi para o norte-americano Sam Kendricks, com 5,85 m, que ganhou ouro no Campeonato Mundial, encerrado no último domingo (13), em Londres.
Mais sobre Thiago Braz
Nascido em Marília (SP), a 16 de dezembro de 1993, Thiago começou aos 14 anos a treinar Atletismo. Foi para Bragança Paulista e depois São Caetano do Sul, no ABC, para defender a BM&FBovespa e treinar com Elson Miranda. No fim de 2014, foi para a Orcampi Unimed, de Campinas. Desde então, vive na Itália e treina com o ucraniano Vitaly Petrov, que foi técnico de astros como Sergey Bubka e Yelena Isinbayeva. Thiago ganhou prata na Olimpíada da Juventude de Cingapura 2010 (Sub-17) e foi campeão mundial Sub-20 em Barcelona 2012. Este ano, mudou os treinamentos, visando o recorde mundial do salto com vara. Sofreu também com algumas lesões, como a sofrida no Troféu Brasil Caixa de Atletismo, em junho, em São Bernardo do Campo, quando competiu pelo Pinheiros e dividiu o primeiro lugar com Augusto Dutra (Orcampi Unimed), com 5,52 m. A contusão na panturrilha acabou tirando o campeão olímpico do Mundial de Londres. “É triste ficar fora da disputa do Mundial”, disse Thiago Braz. “Tentamos a recuperação a tempo, mas tive de adiar um dos meus grandes sonhos”, completou.Conteúdos relacionados Esporte