5 lesões esquisitas que atacam os corredores

Os corredores podem sofrer com problemas tão esquisitos quanto o chamado bumbum morto. Conheça alguns deles!

5 lesões esquisitas que atacam os corredores
Foto: Freepik

Tendinite, canelite e fascite plantar fazem parte do vocabulário dos corredores. E não é à toa. Pesquisadores descobriram que de 40% a 50% dos atletas sofrem com algum problema decorrente do esporte todos os anos. Mas além dessas lesões já famosas, existem outras complicações, até relativamente bizarras e tão chatas quanto aquelas, que podem dar as caras vez ou outra. Saiba quais são essas lesões esquisitas e aprenda a se prevenir.

5 lesões esquisitas que atacam os corredores

Síndrome do bumbum morto

Caracterizado por uma dor aguda no quadril e desconforto quando se fica sentado durante um longo tempo, o termo “engraçadinho” dado à tendinite glútea foi popularizado por um blogueiro do The New York Times. O que ocorre é uma inflamação dos tendões do glúteo médio, um dos três grandes músculos do bumbum que ajudam a estabilizar o quadril e a pelve. Corrida, ciclismo e, eventualmente, alguns exercícios na musculação podem desencadeá- la, pois são atividades de esforço repetitivo que podem causar microtraumas de repetição.

PREVINA-SE: Exercícios de fortalecimento muscular têm efeito prático no preparo do músculo para a realização das atividades esportivas, embora nem sempre sejam capazes de proteger o indivíduo totalmente.

Anemia da pisada

Não são apenas os quilos extras que vão embora com as passadas. Poucos sabem, mas o impacto dos pés no chão danifica as células vermelhas do sangue e deixa suas reservas de ferro em perigo. A anemia da pisada não é uma lesão, mas incomoda um monte de corredores. E, ao contrário da anemia pela deficiência de ferro, essa pode não melhorar apenas com a suplementação.

As contínuas batidas e o aumento da temperatura corporal provocam um enfraquecimento da membrana da hemácia, a célula vermelha do sangue, reduzindo o tempo de vida delas. A anemia da pisada só deve preocupar corredores de longas distâncias em asfalto. Isso porque, como o rompimento da hemácia acontece dentro dos vasos, uma proteína conhecida como haptaglobina age impedindo a perda de ferro. Esse ferro pode, então, ser usado na formação de novas células vermelhas.

Caso haja uma grande quebra de glóbulos vermelhos, os principais sintomas são hipertermia, fadiga, urina escura, pele amarelada, taquicardia, dores de cabeça e perda de ferro pela urina. Se não tratada, ela pode ser grave, uma vez que com a degradação das hemácias não há o transporte adequado
de oxigênio para os tecidos.

PREVINA-SE: Pergunte ao seu médico sobre a anemia da pisada e faça o teste para excluir a deficiência de ferro e outros tipos de anemia. Treine em superfícies de pouco impacto (gramados, trilhas ou estradas de terra) e use tênis com amortecimento para reduzir o impacto.

Quadril agarrado

O quadril “agarrado” é bastante comum em corredores e muito confundido com dor do ciático. Ele é causado pela inflamação das articulações sacroilíacas (sacroileíte) da pelve, situadas na região glútea, uma de cada lado, sendo uma junção da coluna com a bacia. As duas permitem, juntamente com as articulações do quadril, movimentar uma perna para frente e outra para trás e estão sujeitas a sobrecarga.

Essa lesão se caracteriza por uma dor situada no meio da nádega, podendo irradiar para a região de trás da coxa e para a coluna lombar. Por esse motivo, é comumente confundida com a inflamação do ciático. Muito mais frequente em mulheres do que em homens, é principalmente ocasionada durante a corrida em locais muito
inclinados.

PREVINA-SE: O melhor é evitar correr em lugares inclinados (na rua, próximo à calçada, por exemplo) ou em pistas circulares, para poupar-se de diferenças de nível e de esforço entre as pernas. Em dias sem corrida, faça alongamentos específicos para o quadril.

Síndrome da pedrada

O nome é bastante explicativo. A dor aguda e repentina na panturrilha é acompanhada por um estalo, e o corredor pensa que foi acertado por uma pedra. O problema surge no tendão de Aquiles, que liga os músculos da batata da perna ao osso do calcanhar. E, em se tratando de tendão, a recuperação é sempre mais lenta, principalmente por ser pouco vascularizado.

Sobrecarga, excessos no treino e contração repentina e excessiva dos músculos da panturrilha nos treinos de tiros estão entre as causas dessa síndrome. O uso de tênis inadequados e o tipo de pisada (pronação excessiva aumenta a tensão no tendão) também são vilões para o aparecimento dessa dor chata.

PREVINA-SE: Aumento desproporcional na velocidade ou na distância percorrida, pouco tempo de descanso e músculos da panturrilha fracos estão na linha de risco para o aparecimento do problema, assim como falta de flexibilidade. Se você não está bem treinado, evite rotas com subidas. Nelas, o tendão fica mais alongado do que numa passada normal e o problema pode aparecer.

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Bexiga inconveniente

Calcinha muito molhada após alguns quilômetros pode não ser penas suor. Infelizmente, parte das mulheres está sujeita a ter escapes de urina durante as atividades físicas. Estudos mostram que a presença de incontinência urinária nas atletas de elite pode chegar a 80% (no caso das trampolinistas). Alguns médicos acreditam que isso ocorra por sobrecarga, estiramento e enfraquecimento do assoalho pélvico. Afinal, a força que incide sobre um atleta é alta: de três a quatro vezes o peso do corpo quando corremos.

Em geral, os fatores de risco incluem fragilidade dos músculos pélvicos, gestação, parto vaginal com lesão de nervos, obesidade e idade avançada. Dependendo da gravidade, o tratamento será com fisioterapia, medicamentos ou cirurgia.

PREVINA-SE: Evite treinos longos, em terrenos acidentados, repetidos e sem dar espaço para a recuperação. Faça exercícios de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico.

Além disso, é muito importante que as mulheres aprendam a contrair a musculatura do assoalho pélvico durante as situações em que haja aumento de pressão abdominal, como tosse, espirro, pulo, corrida etc. Cabe ressaltar que os exercícios não devem ser realizados durante o xixi, como se prescrevia antigamente, pois a urina pode voltar para os rins, gerando problemas graves.

 

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