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Suzana Bonumá

O mito dos 8 copos de água por dia

Ao contrário do que muita gente acredita, a indicação não tem respaldo científico

Foto: Shutterstock Images
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Você acredita que precisa tomar oito copos de água por dia? Durante décadas, essa foi uma recomendação incontestável, apoiada por profissionais de saúde, pela indústria e pela mídia. A mensagem por trás desse dogma é: “beba mais água”. Interessante é que a recomendação não tenha nenhum respaldo científico. É uma sugestão arbitrária e desatualizada.

O primeiro registro endossando esse conceito data de 1945, quando o Food and Nutrition Board of the National Academy of
Sciences publicou sua diretriz alimentar.

A importância da água como elemento vital é indiscutível. O que está em questão é: quanta água precisamos de fato? A nossa necessidade hídrica é influenciada por inúmeros fatores e é bem mais complexa que o simplista conceito de “oito copos por
dia”. Pesam sobre a sua necessidade a idade, o sexo, o peso corporal, a condição de saúde, o nível de atividade física, a produção de
suor, a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar e a altitude.

Parece razoável que uma mulher sedentária de 50 kg tenha uma necessidade hídrica diferente de um homem ativo de 90 kg.
Devemos também incluir no cálculo outras bebidas além da água, como café (ao contrário do que muitos imaginam!), chá, iogurte,
leite e sucos de frutas. A água contida nos alimentos também deve ser computada. Cerca de 20% de nossa ingestão de água
vêm deles.  Tome como exemplo a maioria das frutas e vegetais, que fornecem, em média, de 80% a 90% do seu peso em água.

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Apesar de não haver um “número mágico” para guiar nossa ingestão de água, alguns parâmetros podem ser usados para acertar
a sua hidratação. Em pessoas saudáveis, a sede, por mais óbvio que pareça, é hoje o método mais aceito para determinar o quanto
você deve tomar de água. Ao contrário do que muitos acreditam, sede não é um sinal tardio de que o corpo está desidratado. Ela é,
sim, um forte preditor do momento certo de se hidratar. Exceções devem ser consideradas para idosos, diabéticos e pessoas com
cálculo renal, por exemplo. Outro parâmetro eficaz para monitorar a hidratação é ficar de olho na cor da sua urina. Exceto o
primeiro xixi do dia, os demais devem ser amarelo-claros ou transparentes. Se ele estiver mais escuro, você provavelmente está
deixando a desejar. Exceções devem ser consideradas ao uso de alguns suplementos, medicamentos e alimentos que alteram a cor da urina.

Por fim, é importante ressaltar que beber mais água do que o necessário não desintoxica o corpo, não deixa a pele mais bonita e
tampouco rejuvenesce a pele.

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