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Dia Contra Homofobia: Maique, líbero da Seleção, desabafa sobre preconceito no esporte

O jogador da Seleção Brasileira de Vôlei e do Minas Tênis Clube se considera um incansável nessa causa

Maique
Maique em jogo pelo Minas Tênis Clube. Foto: Divulgação/Assessoria Minas Tênis Clube

Hoje, 17 de maio, é o Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia. Essa data foi criada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 1990 e passou a fazer parte do calendário brasileiro no ano de 2010. Maique, que é líbero da Seleção Brasileira e do Minas Tênis Clube Maique, e tem 25 anos, citou neste dia a empatia e compaixão com o próximo em entrevista exclusiva para o Sport Life.

A mensagem do Maique no Dia Internacional Contra a Homofobia

“De modo geral, que nós seres humanos possamos ser mais empáticos e ter compaixão com o próximo. Ver um mundo repleto de harmonia e amor. Primeiramente, o amor é capaz de mover e quebrar qualquer barreira. Então, nós devemos estar aí transmitindo, exaltando e emanando amor para todos que aparecem no nosso caminho”, declarou o jogador.

O início da carreira do Maique com apoio da mãe

Nascido no município mineiro de Santo Antônio do Amparo em 16 de julho de 1997, o atual camisa 15 do Brasil recebeu desde criança os incentivos e conselhos de sua mãe, Maria das Dores, por conta da sua orientação sexual. Maria sempre enfatizou ao então garoto, que o fato de ser homossexual o exigia ter o “segundo fôlego” para as conquistas dos seus objetivos.

“Desde muito novo, a minha mãe sempre falava, que dependendo de quem eu fosse trabalhar, teria que me limitar e não ser quem eu sou. Ela já me orientava muito isso porque antigamente havia bastante preconceito. Ainda tem. Antes então era mais marcante e, principalmente, no meio esportivo”, relembrou o jogador.

Inconveniência na base

Maique chamou atenção na categoria de base e passou junto com outro líbero no teste para a equipe infantil da Seleção Brasileira. Após ter concluído as duas semanas do primeiro “bloco” de treinos em Saquarema (RJ), o atleta voltou para o treinamento no início de outra “bateria” de trabalhos, mas foi pego de surpresa quando não viu o seu nome na lista de relacionados para sequência.

“Aconteceu algo meio que inusitado. Isso foi em 2013 ou 2014 e não lembro exatamente. Foi a minha primeira seleção de base infantil. Eu treinei bem e dando gás. Até porque era a minha primeira oportunidade na Seleção. Eu e esse líbero não voltamos, e o técnico, que não vou falar o nome, na época colocou um ponteiro para fazer a função de líbero”, recordou Maique.

O líbero admitiu a sua chateação com o seu corte, que se questionou muito do motivo de ter sido “descartado” e citou que não deram nenhum motivo sobre a sua exclusão do grupo. Tempos depois, Maique estava em ação pela equipe de UninCor/Três Corações – Sesi/MG em um torneio e reencontrou os amigos, que estavam no grupo da Seleção e lhe disseram a verdade sobre o seu corte da equipe.

“Eu questionei o que aconteceu, e eles falaram que comentaram e alegaram a minha postura. Eu sempre fui muito reservado. Fiquei com aquilo na cabeça. Não sei exatamente o que foi, mas por ter tido esse feedback dos companheiros da seleção na época. O que seria a postura? Eu não fiz nada demais. Eu só fui o Maique. Acho que pelo fato de eu ser gay, né? Até hoje para mim é uma incógnita e hoje consegui dar a volta por cima”, comentou.

Atual momento da carreira

Depois de passar por equipes de base de Três Corações, Formiga (MG) e Uberlândia (MG), Maique integra a equipe do Minas desde a temporada 2017/18 e “faturou” por três vezes consecutivas o prêmio de melhor líbero da temporada da Superliga masculina. Também já se juntou ao grupo do técnico da Seleção Brasileira Masculina, Renan Dal Zotto, para disputa da Liga das Nações, cujo campeonato terá duração de 6 de junho até 23 de julho com as finais na cidade de Gdansk, na Polônia.

“Mais uma premiação individual selando meu trabalho, minha temporada. É muito gratificante. Tenho muito orgulho de tudo o que entreguei nessa temporada que trabalhei, e mais orgulhoso ainda da minha equipe. Se não fosse pelos companheiros e a nossa união, isso não seria possível”, disse o profissional.

Mas, na decisão do título da Superliga 2022/23, o Minas foi derrotado pelo Cruzeiro por 3 sets a 0. “É uma prata com gostinho de ouro. Independentemente do resultado, valeu tanto o momento. Foi tão especial. Minha família também estava presente no ginásio e foi a primeira final que eles conseguiram ir e acompanhar de perto. Essa prata selou o ciclo de um grupo muito especial, de todo um trabalho, o empenho da nossa equipe, a temporada magnífica que a gente teve, mesmo com altos e baixos. Não tenho palavras para definir. Foi um momento de milhões de emoções ali acontecendo”, falou.

Sendo assim, Maique carrega até aqui na sua “bagagem” pela Seleção o bicampeonato sul-americano (2019 – 2021), um título da Copa do Mundo (2019) e outro da Liga das Nações (2021).

Futuro

“Eu quero continuar lutando pela nossa comunidade (LGBTQIA+), mas não só pela nossa e pelo direito de igualdade no modo geral quando eu finalizar a minha carreira. Desde que não desrespeite, a pessoa pode ser quem ela realmente é e isso é o que importa. É cada um viver a sua essência”, concluiu Maique.

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