Glândula pineal: entenda sua importância ao nosso bem-estar

Mesmo sendo apenas uma pequena parte do nosso cérebro, a glândula pineal exerce um papel fundamental para uma boa noite de sono

Glândula pineal: entenda sua importância ao nosso bem-estar
Foto: Shutterstock

Uma noite de sono ruim prejudica demais nosso bem-estar ao longo de todo dia. E, infelizmente, a pandemia prejudicou muito a qualidade do sono de muita gente, por causa da ansiedade e do estresse gerado. Por isso, a glândula pineal, agente que sincroniza nosso relógio biológico com o ciclo claro-escuro, ganhou relevância.

“Na glândula pineal é encontrada a serotonina, precursora do hormônio melatonina, relacionado aos ciclos circadianos e diversas outras funções, como a reprodução. Ela produz hormônios que são liberados e transportados pela corrente sanguínea a diversos alvos no organismo. Ela fica localizada no centro do cérebro e mede de 5 a 8 mm e tem 150 mg”, explica Fabiano de Abreu Rodrigues, neurocientista e neuropsicólogo. 

Ou seja, quando não há luz, a glândula pineal produz 120 miligramas da melatonina, que induz o sono e promove um enorme ganho de saúde.

“A produção de melatonina ocorre à noite, na ausência de luz e sua quantidade secretada depende da duração dos dias e das noites. Ela influencia no crescimento e regula o sono“, emenda o especialista.

Para que ele trabalhe normalmente, é preciso manter a sincronia com esse ciclo de claro-escuro. Em outras palavras, quando viajamos para um fuso muito diferente, mudamos nossa rotina ou ficamos submetidos à muita luz durante a noite (com aparelhos eletrônicos, por exemplo), a glândula pineal irá sofrer distúrbios.

Fabiano explica o que é preciso para mantê-la funcionando sem problemas. “Dormindo de noite e não de madrugada e 8 horas por noite. Também cuidamos controlando os níveis de estresse e buscando hábitos e comportamentos que possam trazer um melhor equilíbrio mental para não causar disfunção em neurotransmissores e prejudicar em sua produção”, conclui.  

Por fim, vale reforçar que a glândula pineal também auxilia – e muito – em outras funções. Ela possui efeito hipotensor, é antioxidante, neuroprotetor, modulador do sistema imunológico e oncostático. Estudos já mostraram que até mesmo nosso apetite sexual pode ser elevado quando ela está trabalhando mais ativamente.

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