4 benefícios da atividade física para o coração

A atividade física adiciona anos à vida de quem a pratica. No dia do Coração, listamos alguns de seus benefícios e por que vale a pena sair do sedentarismo

atividade física
Foto: Shutterstock

Realizada no ano de 2016, a sétima edição dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no município de São Paulo mostrou que, nos últimos três anos, os habitantes estão praticando atividades física com frequência. Parte disso resulta da implantação de parques e áreas de lazer na cidade. Afinal, a capital paulista possui mais de cem parques municipais (com equipamentos de ginástica e quadras poliesportivas) e 320 km de ciclovias. E o que as pessoas ganham com isso, além da possibilidade de interagir com a natureza? Muitas vantagens, principalmente para o coração. Veja só:

O susto que valeu a mudança

Enquanto trabalhava, o estudante de cinema Geraldo Campos começou a se sentir mal. “Certo dia senti tonturas e o coração acelerou mesmo estando em repouso. Achei que era apenas fadiga, mas os sintomas voltaram durante uma aula: tive dor de cabeça forte e falta de ar, e cheguei a ser socorrido pelos bombeiros da faculdade porque não conseguia andar”, conta Campos, que era sedentário até esse episódio e decidiu procurar um médico.

“Fiz diversos exames e o meu colesterol ruim estava muito alto. Fiz um monitoramento da pressão arterial e durante o procedimento, a pressão arterial não baixava, ficava sempre em torno de 15×8 com picos de elevação. O médico que acompanhou o meu caso optou inicialmente em prescrever uma mudança nos hábitos, antes de receitar o uso de remédio para controlar a pressão. Segundo ele, na minha idade (22 anos), se o indivíduo não tiver alguma doença crônica pode reverter esse quadro de pré-hipertenso com mudanças de hábito”, conta. A justificativa para a condição do estudante tem várias faces.

Primeiro: ele consumia muito fast-food e não praticava nenhum tipo de atividade física por conta do tempo. E segundo: Campos dormia pouco, o que aumentava as possibilidades do risco de hipertensão. Com a mudança de hábitos (alimentação adequada e exercícios), os resultados foram positivos no retorno seguinte ao médico.

“Hoje em dia eu peguei gosto por esse estilo de vida e pratico outros esportes, corro, ando de bike, faço trilhas, ando de skate, entre outras atividades. Além disso, os cuidados com alimentação continuam, sou conhecido entre os amigos como o ‘maníaco do rótulo’: leio as informações dos produtos industrializados atento principalmente a quantidade de sódio, antes de consumir, mas priorizo alimentos preparados em casa. E o melhor, o colesterol ruim está dentro do aceitável, a pressão segue regular dentro das diretrizes médicas, sem o uso de medicamentos”, finaliza.

Cuidados no início da atividade física

É preciso alguns cuidados antes de iniciar atividades por conta própria, alerta Natan Silva, educador físico e diretor científico do Departamento de Educação Física da SOCESP. “A melhor maneira de não colocar a saúde em risco é começar a se exercitar de forma leve. Sempre que possível, realizar um checkup cardiológico antes de iniciar as atividades, principalmente se a pessoa tem mais de 35 anos. Além disso, é importante ter cuidado com o sol. O ideal é que o indivíduo procure se exercitar no início da manhã ou final da tarde”, recomenda.

Ao falar da frequência que os exercícios devem ser realizados, o especialista ressalta que as pessoas que não estão acostumadas a praticar exercícios devem começar devagar, alternando os dias e totalizando, no máximo, três vezes por semana. “Com o passar do tempo, a frequência pode ser aumentada para 4 ou 5 vezes por semana, lembrando que para se obter maiores desempenhos a atividade física deve ter 30 minutos por dia” – afirma.

Dados preocupantes

 

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