Está mais do que provado que é possível viver na cidade sem um carro – muito embora boa parte das pessoas sofra por depender de um transporte coletivo deficitário. Mas, em muitas situações, o automóvel é uma necessidade básica para quem precisa levar a bike para competições ou fazer uma trilha no fim de semana. O carro também é um tremendo facilitador para quem deseja pedalar quando está viajando, na praia ou apenas quer passear em ciclofaixas e parques. E existem ótimas dicas para transportar a bike no carro.
Racks de teto, suportes traseiros e de engates, caçambas, reboques e até porta-malas. Existem diversas formas de levar uma bike em um veículo automotivo, mas nem sempre o usuário da magrela sabe como proceder para fugir de possíveis multas. As dúvidas mais comuns dizem respeito à segurança, ao limite de altura para o transporte no teto e como proceder com suportes traseiros, já que eles podem tapar a placa e as luzes e render uma infração e a perda de pontos na carteira de habilitação.
De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para se transportar a bike no carro não basta ter apenas uma placa extra. A Resolução 349 diz que é obrigatório o uso de segunda placa traseira de identificação nos veículos quando houver encobrimento total ou parcial da placa traseira. A segunda placa deverá ser oficial. Poderá ser requerida no órgão de trânsito local e lacrada em uma posição visível, ao lado direito da traseira do veículo, podendo ser instalada no parachoque ou na carroceria. As luzes traseiras não podem ser encobertas e as bicicletas não podem ser arrastadas no chão.
Alguns ciclistas acham mais seguro realizar o transportar a bike no carro usando o teto, pois, em caso de colisão traseira a bike não sofre danos. Segundo a norma, válida em todo o país, é permitido transportar bicicletas na parte posterior externa ou sobre o teto do veículo. Para tanto, é preciso que ela seja fixada em dispositivo apropriado, móvel ou fixo, aplicado diretamente ao veículo ou acoplado ao gancho de reboque. A norma diz que, na hipótese de a bike ser transportada sobre o teto não se aplica a altura especificada no parágrafo 2º do artigo 5°, ou seja, a lei a exclui do limite de altura.
- RACK DE TAMPA TRASEIRA – Prós: baixo custo, praticidade no manuseio, facilidade na instalação e não precisa desmontar a bike. Contra: risco de colisões traseiras, limite menor de peso, fica próximo da lataria podendo riscar o veículo e a bicicleta. Atenção: alguns modelos podem tapar a placa e as luzes traseiras, criando a necessidade de luzes auxiliares e uma placa oficial e lacrada | Foto: Getty Images
- SUPORTE TRASEIRO DE ENGATE – Prós: praticidade no manuseio e transporte, fica distante da lataria, mais alto que os racks traseiros, não desmonta a bicicleta. Contras: custo mais elevado, necessidade de instalação de engate, maior atenção ao estacionar | Foto: Getty Images
- SUPORTE DE TETO – Prós: praticidade no transporte, menor risco de colisões, ficam distantes da lataria, não precisa desmontar. Contras: difícil manuseio para pessoas de baixa estatura, custo elevado, necessária instalação de barras laterais e canaleta para cada bicicleta, limitação da velocidade máxima e altura | Foto: Getty Images
- TRANSPORTE INTERNO OU NO PORTA-MALAS – Prós: praticidade (se o carro for grande), não exige suporte, não oferece custos extras, menor exposição em colisões, não altera a dirigibilidade do veículo. Contras: Podem rasgar, sujar ou danificar o estofado, perde espaço interno, e em carros menores só cabe uma bike e as rodas devem ser desmontadas | Foto: Getty Images
- TRANSPORTE EM CAÇAMBAS DE PICKUPS – Prós: praticidade no manuseio, não exigem suporte, não tem custos extras, não altera a dirigibilidade do veículo, menor exposição em colisões, não tapam placas ou luzes e comportam um maior número de bicicletas. Contras: bikes devem ser completamente amarradas e algumas pickups limitam o transporte de apenas duas pessoas (motorista e passageiros) | Foto: Getty Images
- TRANSPORTE EM REBOQUES – Prós: praticidade no manuseio, não exigem suporte e comportam um maior número de bicicletas. Contras: custo mais elevado, instalação de engate, necessidade de segunda placa e luzes auxiliares, registro de reboque e verificação com o órgão de trânsito local, habilidade para estacionar e as bicicletas devem ser amarradas cuidadosamente | Foto: Getty Images
- TRANSPORTE DE BICICLETAS DOBRÁVEIS – Prós: praticidade no manuseio, não exigem suporte, não oferecem custos extras, cabem em qualquer automóvel e ocupam pouco espaço. Contras: são destinadas para transporte e uso recreativo. Competidores profissionais e praticantes de algumas modalidades não podem se valer desse benefício | Foto: Getty Images
O modelo ideal
A melhor forma de transportar a bike no carro depende de cada consumidor. O condutor ou o ciclista devem buscar soluções condizentes com o tipo de bicicleta, o uso que será dado a ela e o tipo de carro. Altura e biotipo físico também devem ser analisados na escolha, pois fazem a diferença para quem vai colocar a magrela sozinho no suporte de teto. A marca do suporte também é importante. Vale a pena gastar um pouco mais e adquirir um modelo de uma empresa renomada, que oferece garantia e possui selos de certificação nacional ou internacional. Isso reforça ainda mais a segurança e assegura a aquisição de um produto de qualidade.
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