Por que as lesões no joelho são tão comuns no futebol?

Veja quais são as 4 principais lesões no joelho entre os jogadores de futebol e saiba o que pode ser feito para evitar e tratar

Lesões no joelho: saiba a razão de serem comuns em jogadores de futebol
Foto: Shuttterstock

Maior articulação do corpo humano, o joelho exerce uma função crucial para os jogadores de futebol: é ele o grande responsável por sua mobilidade. Contudo, também é um dos grandes motivos do afastamento dos atletas dos campos. Por isso, queremos entender melhor o fato de tantos atletas sofrerem com as lesões no joelho

Nos últimos dias, seis importantes jogadores de futebol sofreram com problemas na articulação: os meias Mateus Vital (Corinthians), Phillippe Coutinho (Barcelona), Sandry e Vinicius Balieiro (Santos), além do atacante Robert Lewandowski (Bayern de Munique) e do zagueiro David Luiz (Arsenal). E tantos outros atletas já tiveram suas carreiras interrompidas ou até mesmo encerradas por uma lesão no joelho.

Mas, por que as lesões no joelho são tão comuns no futebol? O Dr. Pedro Baches Jorge, ortopedista e médico do Esporte da Clínica SO.U, explica. “Os problemas nesta articulação podem ter, principalmente, duas causas: por sobrecarga ou por trauma, sendo essa mais comum em jogadores. A alta intensidade do esporte e as mudanças repentinas de movimento são alguns dos motivos para a maior frequência de lesões”, conta. Ainda, os problemas podem ser causados por uma forte colisão, por um tombo, por tentar evitar uma queda ou por manter o pé em uma posição enquanto o resto do corpo gira.

As 4 lesões no joelho mais comuns

1) Ligamento cruzado anterior (LCA): ocorre quando há ruptura desse que é o ligamento mais importante do joelho. Requer cirurgia para o tratamento e pode afastar o jogador de 6 meses a 1 ano.

2) Ligamento colateral medial: um dos responsável por evitar que o joelho se mexa muito para os lados. Também costuma sofrer uma distensão simples, sendo tratada entre 4 e 8 semanas, sem necessidade de cirurgia.

3) Rompimento do menisco: o menisco é uma estrutura fibrocartilaginosa que atua como um amortecedor, evitando o atrito entre o fêmur (osso da coxa) e a tíbia (osso maior da parte inferior da perna). O seu rompimento não impede que o atleta jogue, mas essas lesões no joelho comprometem a performance e a agilidade. O tratamento dura entre 1 e 4 semanas e pode ser feito através de artroscopia (cirurgia pouco invasiva).

4) Deslocamento da rótula: apesar de menos comum que as anteriores, ocorre quando esse osso, que cobre o joelho, sai do lugar. É mais frequente entre os atletas jovens, principalmente as mulheres. O tratamento é variável, podendo envolver fisioterapia, imobilização ou cirurgia, dependendo de vários fatores.

Recuperação

Então, após qualquer tipo das lesões no joelho, o jogador fica afastado de 1 semana a até 1 ano, dependendo do tipo e da gravidade. Mas pode acontecer do atleta não poder mais voltar e ter de aposentar as chuteiras?

“Antigamente, era mais comum do que hoje o afastamento completo do atleta por causa de uma lesão grave no joelho. Hoje, as lesões graves continuam acontecendo. Mas os tratamentos são muito mais modernos para todos os tipos de lesão, e conseguimos, de modo satisfatório, que o jogador retome a sua atividade. Ou seja, graças ao desenvolvimento das técnicas e do conhecimento sobre a articulação, conseguimos o retorno aos gramados de grande maioria dos atletas”, explica Dr. Pedro.

E, infelizmente, muitas vezes, as lesões no joelho durante os jogos não podem ser prevenidas. “No entanto, com a musculatura glútea e a da coxa mais fortalecidas, há menor probabilidade de trauma, uma vez que a musculatura é uma barreira de proteção ao movimento brusco”, conclui.

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