Pare de correr arrastando os pés e fuja das quedas

Correr arrastando os pés foge da técnica adequada de corrida e prejudica o desempenho e ainda facilita os tropeços e quedas

correr arrastando os pés
Foto: Shutterstock

Você já reparou que algumas pessoas correm sem levantar muito os pés do chão, quase arrastando-os? Esse é o seu caso? Pois saiba que esse gesto mecânico vem do seu subconsciente, pois é resultado do seu caminhar. Ele não pode ser classificado como ‘errado’, contudo não é indicado, pois atrapalha a eficiência e favorece as quedas.

“Provavelmente a caminhada deste atleta já tem características semelhantes ao correr com os pés mais próximos ao chão. Isso faz com que ele não consiga elevar muito a passada, tornando o movimento da corrida menos harmônico”, conta Marcos Paulo Reis, bacharel em Educação Física e diretor-técnico da MPR Assessoria Esportiva.

O problema de correr dessa forma é que você acaba ficando mais sujeito a sofrer acidentes. “Esse estilo faz com que o tropeço e a queda fiquem facilitados, o que pode causar lesões”, complementa. 

O movimento da corrida deve ser o mais natural possível, para que você não sinta desconforto durante as passadas. Mas existem alguns exercícios para que você melhore o seu gestual, tornando-o mais eficiente, o que trará, também, mais equilíbrio para a sua corrida e fará com que você economize energia. “No caso de pessoas que correm arrastando os pés, o mais indicado é que façam exercícios que tragam mais estabilidade para o quadril, pois elas provavelmente correm mais ‘sentadas’ por falta de controle dessa região do corpo”, avalia Reis.

Aposte, então, em exercícios como avanço, agachamento, flexão e elevação do quadril. Além disso, outra dica importante para melhorar a técnica são os exercícios educativos da corrida, como o skip, quando você corre elevando os joelhos de forma controlada, e o unfersen, a famosa corrida parada levando os pés em direção ao glúteo. “Esses exercícios trabalham a elevação e o ataque da passada, o que trará rendimento ao corredor”, finaliza Marcos.

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