Verdão segue otimista para virar o jogo

Entre erros e dúvidas, Palmeiras quer provar que nunca é tarde para reagir

Crédito: Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Crédito: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

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Ninguém é louco de dizer que faturar um título faz mal a um clube. Contudo, no caso do Palmeiras, conquistar a Copa do Brasil – aos trancos e barrancos e na força da torcida – mascarou alguns aspectos que deveriam ter sido corrigidos de uma temporada para outra. Ao longo do ano, o time esteve engessado em um esquema 4-2-3-1 que pouco empolgou seu torcedor. Além disso, a diretoria – representada por Paulo Nobre e Alexandre Mattos – decidiu reforçar o plantel para 2016, mas apostando em quantidade ao invés de qualidade.

O resultado? Um elenco inchado, com três ou quatro jogadores por posição. Não que isso seja algo necessariamente ruim. Afinal, para um ano longo e com muitas competições para serem disputadas, quanto mais opções, melhor. O problema é que a maioria dos reforços possui um nível semelhante aos atletas que ali já estavam. Ou seja: não chegou ninguém que elevasse o patamar da equipe, daqueles que põe a bola debaixo do pé e chama a responsabilidade na hora da decisão. Isso sem falar no aumento da folha salarial…

Mas dinheiro parece não ser problema para o time alviverde. O programa de sócio-torcedores vai muito bem, obrigado, para não falar do patrocinador que parece não ser atingido pelas instabilidades econômicas vividas no país. O foco, então, deve ser dentro de campo. Se no gol Fernando Prass já virou santo, a linha defensiva que o protege ainda precisa de ajustes. Não à toa, o experiente Edu Dracena chegou do rival Corinthians para tentar por ordem na casa.

Já no ataque, muitos nomes de talento, mas que ainda precisam funcionar coletivamente. Dudu é o grande xodó e, mais uma vez, deve ser o principal jogador do poderio ofensivo. O menino Gabriel Jesus batalha para deixar o status de promessa e se tornar realidade. Barrios sabe fazer gols, mas Alecsandro está à espreita, fazendo sombra. Cristaldo, Erik e Rafael Marques podem ser úteis. Em síntese, as incógnitas estão no meio-campo. Caso encontre algum jogador capaz de fazer a função de articulador, o Palmeiras pode sim (mesmo com o turbulento início do ano) sonhar com voos altos neste Brasileirão.

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