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Suzana Bonumá

A corrida dos carboidratos

Estudo questiona os benefícios das dietas de baixo índice glicêmico na redução dos riscos de doenças do coração e de diabetes tipo 2

Imagem: Tumblr
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suzana-bonumaOs carboidratos são a principal fonte de energia proveniente da dieta. Após ingeri-los, eles viajam pelo trato gastrointestinal até caírem na corrente sanguínea para, então, serem utilizados por diferentes sistemas do nosso corpo. Dependendo da quantidade e da qualidade do carboidrato consumido, a chegada ao sangue será mais rápida ou mais lenta e terá um diferente impacto no aumento da glicemia.

O índice glicêmico (IG) é o indicador que define os carboidratos de acordo com sua performance. O método para determinar os valores de IG dos alimentos é mediado pela Food and Agriculture Organization (FAO) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Evidências científicas, incluindo dados de estudos epidemiológicos e ensaios clínicos randomizados, conferem às dietas de baixo IG a melhora em desfechos clínicos, como redução do risco de diabetes tipo 2 e melhora do controle da doença, redução do perfil lipídico e de incidência de doenças coronarianas.

Recentemente, os benefícios da dieta de baixo IG foram questionados em um estudo publicado no The Journal of the American Medical Association (Jama). A pesquisa investigou o efeito do IG e da carga ingerida de carboidratos na dieta e sua relação com fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes em 163 adultos com sobrepeso.

Os resultados sugerem que dietas de baixo IG, quando comparadas às de alto IG, não resultam em melhorias na sensibilidade à insulina, nos níveis de lipídios ou na pressão arterial sistólica, como até então era pregado. De acordo com os autores do estudo, os indivíduos que devem, de fato, se preocupar com a resposta glicêmica dos alimentos são os diabéticos, que necessitam de um controle rígido das concentrações de glicose no sangue.

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Foto: Shutterstock

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As demais pessoas que já seguem um padrão de dieta saudável não precisam realmente se preocupar com o tipo de carboidrato que irão consumir. É precoce, no entanto, mudar a direção do garfo para os carboidratos de alto IG, trocando cereais integrais por farinha refinada,
arroz branco e batata.

Afinal, os estudos que embasam as recomendações atuais de saúde pública se baseiam em estudos observacionais de longo prazo, com evidências fortes e nível alto de relevância científica. Além do curto período empregado no estudo anteriormente citado, foram levantadas críticas à sua metodologia, como, por exemplo, a ausência de portadores de diabetes tipo 2 na amostra selecionada.

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