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Alicerces da corrida de rua no Brasil

[PAGE TITLE] Dados fresquinhos divulgados pela Federação Paulista de Atletismo apontam que as corridas de rua estão indo muito bem. O número de inscritos nas competições no Estado de São Paulo não para de crescer ano a ano e mostra taxas de crescimento de fazer inveja a qualquer economia mundial. Os dados apontam que o […]

corrida de rua no Brasil
Foto: Arquivo pessoal
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Dados fresquinhos divulgados pela Federação Paulista de Atletismo apontam que as corridas de rua estão indo muito bem. O número de inscritos nas competições no Estado de São Paulo não para de crescer ano a ano e mostra taxas de crescimento de fazer inveja a qualquer economia mundial.

Os dados apontam que o número de inscritos nas corridas no Estado de São Paulo passou de 566.236 (2013) para 653.140 (2014). Um crescimento da ordem de 15,3%.  Se compararmos os últimos 10 anos, o crescimento foi bem mais acentuado, partindo de 146.022 (2004) contra 653.140 (2014) ou o equivalente a espantosos 447%.

No Brasil, em meados dos anos 80, o Rio de Janeiro era a Meca das corridas de rua por organizar a principal maratona do país, a Maratona Atlântica Boa Vista, que chegava a levar milhares de corredores às ruas cariocas.

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Devido ao fim do patrocínio, a Maratona do Rio foi extinta. Restava a Corrida Internacional de São Silvestre que, com a Maratona do Rio, era a única prova que atraia corredores estrangeiros ao país.

corrida de rua no Brasil

Foto: Cássio Roosevelt/Divulgação

Com esse cenário, de certa forma desolador, entram em cena alguns atores que costumo chamar de “alicerces da corrida de rua no Brasil“. Ela ressurgiu na primeira metade dos anos 1990, principalmente com o novo posicionamento da Corpore – Corredores Paulistas Reunidos – que passou a focar suas atividades em corredores amadores e não mais na elite.

Foi criado assim o Circuito Corpore de Corridas, a mola propulsora da popularização das corridas de rua. O circuito tinha o “astronômico” número de 600 corredores em cada uma de suas seis etapas disputadas dentro do Parque do Ibirapuera. O número cada vez maior de corredores interessados em participar das competições fez com que a ONG ampliasse seu leque de provas criando novos circuitos como a 10K SP Classic, Bombeiros, Centro Histórico, entre outros.

A retomada da Corpore, que causou o primeiro boom de corridas nos anos 90 e serviu de modelos de gestão e de qualidade para os demais organizadores brasileiros, só foi possível pelo patrocínio forte e constante dos principais mecenas do atletismo brasileiro: Abílio e João Paulo Diniz que, através do Pão de Açúcar, bancaram por anos o Circuito dando sustentabilidade ao seu crescimento.

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Outro fator importante foi o surgimento, da mídia especializada que divulgava os eventos e, mais importante, era um agente fiscalizador das corridas. A prova não tinha percurso correto? Não havia banheiro? Atrasos na largada? De “denúncia em denúncia”, os organizadores passaram a se preocupar mais com o corredor.

Com o aumento das opções de provas, mais corredores passaram a praticar a corrida de rua e assim surgiram as Assessorias Esportivas. Elas aglutinaram grande parcela dos atletas amadores que então passaram a contar com uma orientação profissional, além promoverem uma maior sociabilização criando uma nova categoria de corredores que hoje domina o cenário: são os corredores que buscam qualidade de vida ao invés da competição em si.

Os quatro alicerces: Corpore (organização), Mídia Especializada (fiscalização e informação), Família Diniz (patrocínio) e Assessorias Esportivas (orientação) deram a base crucial para que em um único domingo nos grandes centros possam haver três, quatro ou mais competições levando milhares de corredores às ruas.

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Cabe ao corredor, o principal protagonista deste show, zelar pelo seu esporte através do fair play que entre outras coisas pode ser entendido como ética nas corridas, evitando correr de pipoca, pular grades, respeitar as baias de tempo, não cortar caminho e assim dar sustentabilidade para que nosso esporte cresça ainda mais.

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