Quais as opções e vantagens de adotar uma dieta sem carne?

Temos alguns conselhos para quem está pensando em comemorar o Dia Mundial sem carne, que acontece neste sábado (20)

Sem carne: quais as vantagens e as dietas com restrição ao item
Foto: Shutterstock


O Brasil é um dos maiores consumidores de carne, ocupando a 5ª posição no ranking mundial. Por outro lado, o The Good Food Institute Brasil (GFI) estimava, em fevereiro de 2020, que 14% da população brasileira se declara vegetariana. Aproveitando o Dia Mundial sem Carne, levantamos a pergunta: quais a vantagens de reduzir o item em nossa dieta?

“Qualquer excesso em nossa alimentação pode trazer prejuízos. No caso da carne a preocupação principal é com a quantidade de gordura saturada que ela contém. O consumo excessivo de gordura saturada pode se acumular nas artérias causando aterosclerose e consequentemente o surgimento de doenças cardiovasculares como infarto, AVE (derrame). Além de outras doenças como câncer e diabetes. Por isso, é importante ficar atento ao consumo de carne, sendo o ideal consumir mais alimentos ricos em fibras, por exemplo”, aponta Matheus Mota, nutricionista do WW Vigilantes do Peso.

Ou seja, aproveitar o Dia Mundial sem Carne é uma boa pedida para buscar alternativas em sua alimentação. Contudo, se você gostar e quiser adotar alguma dieta mais restritiva, será preciso consultar um especialista.

“Sim, é possível adotar uma dieta sem carne. Mas, é recomendável procurar um nutricionista para adequar e equilibrar a alimentação para que não falte nenhum nutriente essencial para a saúde, como ferro e vitamina B12. Outro ponto importante é que uitas pessoas se preocupam com o consumo de proteínas, mas desconhecem os alimentos de origem vegetal fontes de proteína. E, com isso, acabam não incluindo-os na dieta (como feijões, lentilha, grão-de-bico, soja etc.)”, complementa.

Qual a melhor dieta sem carne?

Existem, basicamente, três tipos de dieta que seguem uma restrição maior de carne: o vegetarianismo, o veganismo e o flexitarianismo. Segundo Matheus Mota, não é uma melhor que a outra. “A recomendação é que a pessoa escolha a opção que mais se adequa a seu estilo de vida ou rotina. Para que a alimentação não se torne um problema e ela desista no meio do processo”, aponta.

Confira como funciona cada uma:

Vegetarianismo: segue uma alimentação que exclui produtos de origem alimentar, principalmente a carne. Além disso, pode haver algumas variações em que se consome alguns produtos como ovo, leite e derivados. Os motivos para ser vegetariano pode estar relacionado com aspectos como ética, saúde e meio ambiente.

Veganismo: segue uma dieta similar a um vegetariano estrito (não consome nenhum tipo de produto animal). Mas, se estende a outros aspectos da vida e busca excluir produtos que estão relacionados com a exploração de animais, como roupas, cosméticos e produtos em geral.

Já o flexitarianismo, que também é conhecido como semivegetarianismo, segue uma dieta plant-based. Ou seja, uma alimentação baseada em produtos de origem vegetal, mas que permite o consumo moderado de produtos de origem animal, como a carne, frango e peixes. Por isso, alguns consideram uma boa opção para dar o primeiro passo para se tornar vegetariano ou vegano, contudo ainda não está preparado para cortar de vez a carne da alimentação.

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