5 lições de Bernardinho para superar limites no esporte

Legado de dedicação e eficiência do vitorioso treinador vai muito além das quadras de vôlei. Inspire-se!

Bernardinho comemora vitória da seleção de vôlei
Bernardinho: obstinado e inspirador. Foto: Divulgação FIVB

Quando Bernardo Rezende, o Bernardinho, anunciou sua despedida do comando técnico da seleção brasileira de vôlei, causou comoção no mundo esportivo. Pudera: além da coleção de títulos em 22 anos à frente do time nacional (seis anos no feminino, depois 16 no masculino), o treinador deixou marcada a busca pela excelência. Se perfeição não existe, ele nunca deixou de persegui-la, instigando seus comandados a levantar a cada derrota e, mais ainda, não relaxar após a vitória. Confira cinco lições que podem ajudar você a não desistir de seus objetivos.

1 Motivação

Mesmo nos momentos mais difíceis, Bernardinho tinha uma palavra positiva. Cortar atletas para a lista final antes de uma competição sempre foi algo doloroso, mas ele deixava as portas abertas para novas oportunidades. Foi assim que o meio de rede André Heller absorveu o golpe quando ficou fora do Mundial de 2002 e retornou à seleção no ano seguinte, depois de ser aconselhado pelo treinador a focar mais o jogo coletivo. Após sua despedida, Bernardinho chegou a pedir desculpas aos atletas que teve que dispensar ao longo da carreira, em entrevista ao Esporte Espetacular, da TV Globo. “Quando você corta alguém, você não está demitindo, está acabando com o sonho de alguém…”, refletiu. Quem soube transformar a queda em recomeço não guardou mágoas. “Aquele exemplo que tive lá atrás, hoje eu levo para qualquer coisa que faço na vida”, disse Heller à Folha de S. Paulo.

André Heller conversa com Bernardinho durante pedido de tempo

André Heller e Bernardinho: aprendizado. Foto: Divulgação FIVB

2 Disciplina

Bernardinho sempre cobrou comprometimento de seus comandados. E as medalhas são provas concretas de que a disciplina nos treinos dá resultado. Também ao EE, ele comentou essa sua missão educadora que pretende continuar. “Sempre busquei que os jovens entendessem o valor da disciplina, do comprometimento. Abraçar uma causa: sempre acreditei nisso. Educar é transmitir valores. Isso é o que me move.”

3 Perseverança

“Todos nós teremos dificuldades. Tem que perseverar sempre, entender que vai ter altos e baixos. Não desistir. Acreditar e correr atrás.” Quantas vezes você não viu resultado nos seus treinos e pensou em desistir? O importante é seguir em frente!

4 Percepção

Ser verdadeiro consigo, reconhecer seus limites. Perguntado pelo blog Saída de Rede como está a vida sem a seleção, ele foi sincero. “Tem sido difícil, mas era o certo”, confessou. O filho Bruninho, levantador da seleção, contou ao SporTV News que a família o convenceu a diminuir o ritmo — hoje, ele trabalha “apenas” no Rexona/Sesc, equipe papa-títulos no vôlei feminino brasileiro. Problemas de saúde (já superados) e ausência do convívio familiar nos últimos anos ajudaram na decisão do treinador. E você, conhece seus limites?

5 Paixão

Bernardinho repetiu várias vezes que o que o motiva é o desafio, a paixão. Estar à beira da quadra sempre foi sua maior responsabilidade, mas também seu maior prazer. Numa entrevista em 2014 ao Diário Catarinense, ele deixou essa frase preciosa: “Um bom treino me dá uma satisfação que você não tem noção.” Se você escolheu o esporte certo, tem tudo para transformar suor em resultado!

Bernardinho = exemplo

Em 2003, Bernardo Rezende criou o Instituto Compartilhar, em Curitiba, um programa de inclusão através do esporte. Este repórter certa vez perguntou a ele o que ainda o motivava depois de tantas conquistas:

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