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Melhores destinos para trekking na América do Sul

Conheça os roteiros mais bacanas para percorrer a pé, aventurar-se pela natureza e, de quebra, aprender um pouco de história

melhores destinos trekking América do Sul
Foto: Shutterstock
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Ok, trekking não é o mesmo que sair para passear a pé, até porque você dificilmente escapará de levar algum peso nas costas, por menor que seja. Mas, acredite, é uma das maneiras mais prazerosas de conhecer um lugar. A primeira e mais simples razão é que você caminhará por lugares isolados, onde não será capaz de ver vivalma, a não ser o grupo que foi com você ou o seu guia, o que significa que a interação com aquele recanto particular será íntima e profunda.

+ Dicas para investir no trekking 

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Foto: Shutterstock

Outros motivos: você explorará de outra maneira o lugar que tanto queria conhecer, viverá algumas boas aventuras (quem nunca voltou de uma trilha com uma boa história para contar?), fará um belo exercício – boa parte dos trekkings exigem caminhadas de até um semana (ou mais, caso do Caminho de Santiago Compostela, na Espanha), muitas vezes exigentes, cheias de sobes e desces –, e conhecerá gente que, assim como você, se dispôs a experimentar uma nova maneira de viajar e de curtir a natureza. Tem coisa mais bacana do que isso?

A Sport Life Brasil listou alguns dos melhores trekkings da América do Sul para que você se inspire, planeje e calce a sua bota. Pronto para viajar?

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Circuito W, Torres del Paine (Chile)

Eleito recentemente como o melhor trekking do mundo pelo site Wikitravel, o Circuito W atrai milhares de pessoas todos os anos ao Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia chilena. Razões não faltam: as formações rochosas do lugar são únicas no mundo – as mais famosas delas são as torres de granito e os “chifres”, vistos de quase todo o parque –, o cenário é exuberante, com direito a lagos de um azul e verde profundos e glaciares a perder de vista, e o percurso, um desafio ao corpo.

Dependendo de quão condicionado você está, o circuito pode ser feito em quatro ou cinco dias, dormindo em refúgios (há vários deles, localizados em pontos-chave do trajeto) ou acampando. A melhor opção, se for a sua primeira experiência, é optar pelos refúgios, que ofecerem o conforto de dormir numa cama, possuem calefação e servem uma gostosa comida, com direito a um pisco sour ou uma cerveja, se quiser brindar o dia caminhado.

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Foto: Flickr

 Quando ir

A temporada do parque vai de setembro a abril. A boa notícia é que se pode visitá-lo em qualquer um desses meses. Apesar de no verão as temperaturas serem mais amenas, a Patagônia é conhecida pelas mudançasças bruscas no tempo e pelos ventos incessantes, portanto, não se espante se pegar um frio danado depois de um dia de calor. O vento ajuda a reduzir a sensação térmica e, como os patagônicos podem chegar a 100 km/h, você pode “sentir” a temperatura cair até cinco ou seis graus. Atenção: como em qualquer lugar do hemisfério sul, os meses de janeiro e fevereiro costumam ser mais cheios, no entanto, no verão o período de luz pode chegar a 16 horas, ou seja, você caminha tranquilo e sem medo de a noite cair de repente.

Grau de dificuldade

O circuito W, nomeado por ter um trajeto que lembra o formato da letra, tem quase 80 km, portanto, não é para marinheiros de primeira viagem. A trilha é bem sinalizada e não requer a presença de um guia. Contudo, ele pode oferecer informações sobre animais, vegetação e rochas às quais dificilmente você terá acesso, a não ser que ande com um manual nas mãos. O circuito tem trechos mais e menos difíceis e, em alguns momentos, pode ser extenuante e até intimidador, mas não a ponto de desanimar, porque a recompensa vale qualquer desgaste físico: ver uma paisagem que você jamais esquecerá.

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É bom saber

Paga-se cerca de R$ 54 para entrar no parque. Os refúgios devem ser reservados com antecedência, pois costumam trabalhar em sua capacidade máxima a temporada toda. Mais informações na página da Fantastico Sur, que administra os refúgios Cuernos, Chileno e Torres e o camping Serón (www.fantasticosur.com), ou na Vertice Patagonia, que tem os refúgios Paine Grande, refúgio e camping Grey e Dickson e camping
Perros (www.verticepatagonia.com).

 

Trilha Inca (Peru)

“Escondido” em meio aos Andes, Machu Picchu é dos lugares mais míticos da América do Sul, atraindo legiões de pessoas às bem-conservadas ruínas da cidade inca. E nada melhor do que chegar a ela por uma trilha pelas montanhas. Um dos trekkings sempre presentes nas listas de melhores do mundo, a trilha inca combina paisagens de montanha, floresta subtropical, ruínas e, em boa parte do percurso, calçamento de pedra original, pelo qual os incas deslocavam-se no passado. Até 2002, ela podia ser feita na base da “raça e da coragem”, quer dizer, podia-se simplesmente desembarcar do trem e fazê-la sozinho ou acompanhado. Desde então, passou a ser obrigatória a presença de um guia autorizado contratado em seu país de origem ou mesmo em
Cuzco. Mas atenção, como são permitidos somente 500 visitantes por dia, é preciso planejar a viagem com antecedência para não correr o risco de chegar ao Peru e descobrir que não há mais vagas para o período em que for ficar lá.

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Foto: Flickr

Quando ir

A trilha pode ser feita o ano todo, à exceção de fevereiro, quando ela fecha. Mas, claro, ainda se pode visitar Machu Picchu. Os melhores meses são os do chamado inverno andino (o nosso inverno), quando faz frio, mas chove pouco e os dias costumam ser lindos. Prepare-se para chegar a Machu Picchu e ver uma multidão de gente, pois esta época é considerada alta temporada.

Grau de dificuldade

A grande dificuldade da trilha, que começa no km 82 da estrada de ferro que liga Cuzco a Machu Picchu, é a altitude. Ela não é muito longa – são 43 km, mas a maior parte das subidas fica a mais de 3 000 m de altitude, o que significa ser pego pelo famoso soroche, o mal de altitude. Sentir-se sem fôlego e ter dores de cabeça estão entre os “males” que podem pegar você de jeito.

Os dois primeiros dias são os mais desafiadores, pois se sai de 2 300 m e se chega a 4 200 m de altitude. O percurso deve ser feito em quatro dias e três noites, sozinho ou em grupo. Mas há a opção de se fazer uma versão mais curta da trilha, partindo-se do km 104 da ferrovia, numa caminhada bem mais tranquila, pois dura apenas um dia, ou uma versão mais longa e mais exigente, com uma paisagem que também impressiona, a Salkantay, que dura cinco dias e quatro noites. Mas você não passará pelos sítios arqueológicos de Puyupatamarca, Sayacmarka e Runkurakay, que podem ser vistos apenas quando se faz a versão “clássica” do trekking.

É bom saber

O ideal é ficar alguns dias em Cuzco para se aclimatar à altitude. Você terá de desembolsar cerca de US$ 450 pela versão guiada da aventura, mas não precisará pagar para entrar em Machu Picchu, como a maioria dos visitantes, e também estão incluídos aí alimentação, o trem e o ônibus até Aguas Calientes, povoado que fica pertinho de Machu Picchu. Você encontra todas as informações sobre a trilha e sobre guias credenciados no site www.machupicchu.gob.pe.

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Cuidade Perdida (Colômbia)

Ciudad Perdida, ou Cidade Perdida, é um sítio arqueológico localizado em plena floresta, no distrito de Sierra Nevada, na Colômbia. Fechada por questões de segurança entre 2003 e 2005 (alguns turistas foram sequestrados, na época, por guerrilheiros da ELN), a trilha voltou a ganhar enorme atenção nos últimos anos. Não à toa. Além da oportunidade de vivenciar a experiência de “mergulhar” na mata fechada, tem-se a chance de conhecer uma cidade que, dizem os arqueólogos, foi construída antes de Machu Picchu, em 800 dC. Descoberta em 1972 e revelada ao mundo em 1975, Ciudad Perdida consiste em uma série de terraços e várias praças circulares. Para chegar à entrada principal, deve-se subir 1 200 degraus, fechando com chave de ouro o trekking ao local.

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Foto: Flickr

Quando ir

Nos primeiros meses do ano e entre maio e setembro.

Grau de dificuldade

O trekking não é tão longo – são cerca de 50 km – mas como inclui a travessia de rios e sobes e desces, é necessário estar relativamente em forma para conseguir chegar bem ao final. São cinco dias e quatro noites, mas pode-se fazer em seis dias e cinco noites.

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É bom saber

A trilha só pode ser feita com o acompanhamento de um guia. Custa US$ 600, incluindo a alimentação. Importantíssimo: você caminhará pela floresta, por isso, leve repelente para não correr o risco de ser “comido” por mosquitos. Apenas cinco empresas fazem o tour, entre elas a Turcol (www.buritaca2000.com), a Magic Tour (www.magictourtaganga.com) e a Expotur (www.expotur-eco.com).

 

Monte Roraima (Brasil)

O Monte Roraima inspirou gente de peso da literatura. Foi o caso de sir Arthur Conan Doyle, “pai” do famoso detetive Sherlock Holmes, quando escreveu O Mundo Perdido, em 1912. No romance, dinossauros ainda vivem em um platô “perdido” na Amazônia. Localizado na floresta amazônica, entre Roraima, a Venezuela e a Guiana, o tal platô, o Monte Roraima, é o mais alto dos tepuis amazônicos, gigantescas formações rochosas de arenito em forma de mesa, com 2 734 m de altitude. O trekking até o Roraima está entre os mais conhecidos da América do Sul, muito embora ainda atraia mais estrangeiros do que brasileiros. São cerca de 3 000 aventureiros por ano, a maioria sul-americanos e europeus.

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O ponto de partida é Boa Vista, capital de Roraima. De lá se chega a Santa Elena de Uairen e, dali, a Paraitepui, comunidade indígena em território venezuelano. Então começa a caminhada, pois só é possível chegar ao famoso monte pela Venezuela.

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Foto: Flickr

Quando ir

Pode-se ir o ano todo, mas a melhor época é entre setembro e março, quando chove menos na região. Nível de dificuldade: não, você não terá de escalar o monte, mas terá de ir preparado para caminhar bastante e enfrentar terrenos irregulares e, por vezes, escorregadios. Não se esqueça: o trekking completo dura seis dias e caminha-se bastante, às vezes mais de sete horas. Você dormirá em barracas e tomará banho frio, em rios ou cachoeiras, mas, por outro lado, provavelmente verá o céu mais estrelado da sua vida.

É bom saber

Assim como na trilha inca, é possível contratar um carregador para levar a sua mochila, medida providencial se você não tiver muita experiência de caminhar com peso nas costas. Outra dica importante: as variações de temperatura são grandes, e você poderá enfrentar bastante calor de dia e frio à noite, quando a temperatura chega a cair abaixo de 10ºC. No monte, alto, pode fazer perto de 0ºC durante a madrugada. Leve um bom saco de dormir e roupa quentinha, mas também camisetas dry-fit, pois a umidade típica da Amazônia torna difícil a secagem das roupas. Leve bastante repelente. A picada de um mosquitinho da região, o puri-puri, pode coçar por até quatro dias e deixar feridas.

 

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