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Trilha: entenda como se alimentar antes de encarar o desafio

A alimentação não específica ainda exige alguns cuidados

Trilha
Trilha - Shutterstock

Chegou o fim de semana ou feriado e decidiu se aventurar em turma para uma trilha? Bacana! Esse contato com a natureza é único, ou seja, renova as energias para manter-se firme em meio aos compromissos pessoais e profissionais. A ressalva é que a boa alimentação está atrelada a esse lazer. Nesse sentido, confira na sequência o que vale a pena comer antes da trilha.

Existe alimentação definida para trilha?

“Não é necessário fazer uma refeição específica só porque vai fazer trilha. Por exemplo: caso ocorra após o café da manhã ou o almoço e se houve uma alimentação balanceada, já será o suficiente. Quem já é adepto da estratégia do jejum intermitente deve ter atenção com a janela de alimentação, priorizando os nutrientes tanto no pré-atividade física como pós-prática da atividade física e a hidratação, claro, muito importante”, disse a nutricionista Gisele Haiek com exclusividade para o Sport Life.

Alimentação para sua trilha

Hidratação

“Pelo menos 40 ml de água por kg de peso e essa quantidade pode ainda ser maior caso o dia esteja quente e podendo chegar a 50 ml de água por kg de peso. A desidratação pode confundir com fome e trazer sensação de fraqueza. Essa hidratação deve ser feita antes, durante e após a prática da atividade física. Água de coco pode ser boa pedida em vez de isotônicos artificiais, especialmente se estamos falando de prática de atividade física amadora”, orienta a nutricionista.

Carboidratos

Quer correr em meio a natureza com muita disposição? O carboidrato pode ser variado na hora da refeição de acordo com o que você gosta e com precaução.

“Ingerir carboidratos de boa qualidade como fonte de energia: frutas, legumes, raízes, cereais integrais são excelentes fontes de carboidratos. A recomendação é consumir com moderação antes da prática da atividade física, para garantir que não haja falta de energia”, pondera Gisele.

Açúcar

Eis que surge a atenção redobrada que para muitos é considerado o “vilão” da dieta. Portanto, esqueça esse carboidrato cristalizado comestível para que não atrapalhe a sua digestão.

“Atenção com a quantidade de açúcares e gorduras. No caso dos açúcares, podem provocar picos de glicemia, seguidos de hipoglicemia, o que atrapalhará a prática de atividade física e irá gerar mal estar. As gorduras são nutrientes de digestão mais lenta. Portanto devem ser consumidas em horários mais distantes à prática de atividade física para que o processo de digestão não demande mais do organismo no momento onde deveria estar focado no rendimento para completar a trilha com sucesso”, explica Haiek.

Quem é ela?

Gisele Haiek é bacharel em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo, pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela VP Centro de Nutrição Funcional e especialista em Controle Higiênico Sanitário dos Alimentos e em Sistemas de Gestão Integrados.

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