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Cabeceio pode causar danos cerebrais em jogadores de futebol; entenda

Neurocirurgião Feres Chaddad explica os caminhos para a prevenção

Cabeceio
Cabeceio - Shutterstock

Os passes de cabeça, conhecidos popularmente no meio como “cabeceadas” no futebol, despertaram a atenção de pesquisadores. Os estudos científicos apontam que o cabeceio influencia em danos cerebrais a longo prazo em jogadores.

Pesquisa sobre dando do cabeceio para jogador

O relatório britânico apresentado no Journal of Neuropsychology acompanhou 26 atletas aposentados com idade média de 60 anos. Os participantes passaram por ressonâncias magnéticas, tomografias, eletroencefalogramas (mapeamento da atividade elétrica cerebral) e avaliações neuropsicológicas, com observação no desempenho cognitivo.

Os resultados dos exames dos antigos jogadores tiveram alterações importantes nas estruturas cerebrais quando comparados aos de pessoas que nunca jogaram futebol, sendo uma delas o risco maior de encefalopatia traumática crônica.

“Há evidências que apontam que ao longo dos anos é possível que esses impactos repetitivos no crânio elevem as chances de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, especialmente entre os jogadores com carreiras mais longas e aqueles que jogam em posições com a maior probabilidade de impacto na cabeça”, explica o neurocirurgião Dr. Feres Chaddad.

Buscar novas estratégias é o caminho para a prevenção

A FA (Federação de Futebol da Inglaterra) anunciou julgamento para limitar esse tipo de passe nas escolas de futebol e partidas para atletas com menos de 12 anos. O objetivo é reduzir impactos e riscos desnecessários na cabeça, visto que nessa faixa etária o cérebro ainda está em desenvolvimento e o deixa suscetível a danos futuros.

O futebol também é um dos que mais investem em tecnologia na atualidade. Jogadores de times expressivos são cada vez mais estudados e acompanhados. Assim como contam com partidas filmadas para que possam avaliar os erros e melhorar a sua performance. Existe com esse detalhe a possibilidade de reavaliar as práticas esportivas e os passes. Para que sejam seguras e menos danosas, a curto e em longo prazo.

O artigo “Heading in the right direction”, da revista Nature, publicado em agosto de 2022 revelou fatores importantes. Ele diz que os esportes são ótimos para o físico, o emocional, o cérebro e para o desenvolvimento humano em diversos aspectos. Mas, exercitar a atividade cerebral de outras maneiras, por meio de atividades intelectuais é de extrema importância também. Afinal, isso auxilia na prevenção às demências e outros acometimentos neurológicos.

“É muito importante que os órgãos reguladores do futebol reconheçam que há uma necessidade de repensar maneiras de conseguir preparar os jogadores. Prevenindo potenciais riscos à sua atividade cerebral. Sendo assim, o uso da tecnologia a favor da saúde e da qualidade de vida dos atletas é um excelente caminho para a evolução do esporte como um todo”, finaliza Feres.

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