Cuidados essenciais na hora de retomar as atividades físicas

Respeitar os limites do corpo, pegar menos carga e aumentar o ritmo progressivamente são cuidados necessários para não sofrer lesões

Cuidados essenciais na hora de retomar as atividades físicas
Foto: Shutterstock

Durante meses, as academias, boxes de Crossfit e parques permaneceram fechados. Aos poucos, a maioria das cidades já liberaram para frequentar esses lugares, desde que seguirem os protocolos de segurança, obviamente. Mas, além do como uso de máscara, distanciamento social, higienização dos objetos e horário marcado, cuidados com seu corpo também são importantes.

Assim, quem se sente seguro para voltar a frequentar os locais de treino pode retomar a rotina que mantinha antes da quarentena, mas os cuidados nessa volta são indispensáveis para não acabar tendo uma lesão – e ter que ficar ainda mais tempo sem treinar.

Na volta à rotina de treinos, redobre a atenção e o cuidado com o descanso. É durante o repouso que o corpo vai responder de forma positiva ao treinamento realizado, e, além disso, a alimentação equilibrada vai ajudar o corpo a se recuperar e se preparar para os próximos treinos

Para o ortopedista Layron Alves, especialista em ombro e cotovelo e sócio da clínica LARC, exercitar-se regularmente é importante para manter a saúde física e psicológica, ainda mais nesse momento de inseguranças e incertezas, porém a atividade física deve ter orientação profissional e vale lembrar que a mudança de rotina pode ter interferido no condicionamento físico. “Nesse momento, a atividade física precisa ser gradual e é fundamental estar atento a alguns cuidados. A redução do nível de condicionamento e a prática de exercícios realizados de forma inadequada podem desencadear problemas ortopédicos, tais como: estiramentos e rupturas, tendinites, bursites, entre outros problemas de ombro, cotovelo, coluna e até joelho”, avisa.

Adaptações indispensáveis

Se você manteve a prática de exercícios durante a quarentena, mesmo que com uma intensidade menor, a retomada se dará de maneira mais rápida do que quem passou meses parado. Mas se antes havia o hábito de fazer exercícios com peso, provavelmente as cargas na hora da volta não poderão ser as mesmas: é necessário o cuidado de pegar mais leve, retornando aos poucos para o corpo se habituar novamente com a musculação. Para minimizar o risco de lesões, confira as recomendações do ortopedista:

  • Aqueça-se antes de começar o exercício. O aquecimento geralmente é composto de movimentos simples e leves, que prepara o organismo para o treino mais intenso. O ideal é movimentar bem as partes do corpo que você irá usar e, em alguns casos, o alongamento também é indicado.
  • Respeite seus limites. Treinar dobrado neste retorno às atividades não vai compensar o tempo parado. A volta ao ritmo habitual deve ser progressiva, sem excessos.
  • Evite repetir os mesmos treinos seguidamente. O que não vai faltar é vontade de trincar o abdômen novamente, perder aquela gordurinha que apareceu na parte interna das coxas, ou modelar qualquer região do corpo que mais perdeu forma durante a quarentena. Porém, repetir um mesmo treino todos os dias com o objetivo de trabalhar mais uma determinada área pode resultar em dores e até lesões. Os músculos também precisam de repouso e cuidado, então, é importante seguir o planejamento proposto pelo educador físico.
  • Investigue as dores. É normal que os músculos doam nos primeiros dias de volta à academia, mas se identificar alguma dor anormal ou que dure por mais de 10 dias, busque atendimento médico.

A quarentena foi sedentária?

Então talvez você precise também de uma motivação extra para voltar a treinar. Nesse caso, tente praticar algo que você já conhece e sabe que gosta. “Recomendo que a pessoa pratique atividades que ela já fez alguma vez na vida e que seja feita de forma constante e com acompanhamento profissional, para que não exagere e nem fique abaixo da capacidade”, diz o educador físico Guilherme Micheski, gerente técnico do grupo Bio Ritmo.

A intensidade do exercício deve ser modulada para cada praticante para, além de prevenir lesões, proteger a imunidade nesse período. “O exercício provoca uma queda da imunidade, mas com planejamento adequado é possível fazer treinos imunoprotetores. Em vez de fazer com que a imunidade baixe demais, a atividade fará com que baixe de forma controlada para gerar um ganho significativo e, depois, melhorar a imunidade”, explica Guilherme.

Prevenção ainda é imprescindível

Apesar da flexibilização da quarentena, o risco de contágio pelo novo coronavírus ainda é alto, portanto, é necessário ter cuidado e respeitar todas as regras para minimizar a transmissão da doença nos locais de treinos. “Elas incluem o uso de máscaras (que não causam nenhum prejuízo ao seu rendimento), cumprir as medidas de higienização dos aparelhos, manter o distanciamento de no mínimo 1,5 metro dos outros frequentadores, levar sua própria garrafa de água e, em caso de suspeita da doença, evitar frequentar o ambiente”, completa Layron Alves.

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