Como a endorfina liberada durante o exercício pode ajudar a combater o estresse

Com o objetivo de ter uma vida menos estressante, as pessoas buscam nos esportes e em atividades mais dinâmicas os efeitos da endorfina, que estimula a sensação de bem-estar

Para combater o estresse, é muito importante fazer exercícios físicos. Na foto, uma mulher está em uma academia, com o cabelo preso e suado, usando roupas de ginástica, dando socos em um saco de pancadas
Foto: Shutterstock.com

Múltiplas funções, trânsito intenso, horários apertados e pressão de todos os lados. Hoje em dia, muitas pessoas – inclusive crianças e adolescentes – reconhecem o quão atarefada suas vidas são. Esta conturbada rotina, e tão comum, tem feito suas vítimas e cobrado seu preço. Estudos revelam que o estresse é a causa de diversas doenças e, em casos extremos, fator diretamente relacionado a mortes de milhares pessoas por ano ao redor do mundo. Os dados são tão alarmantes e os efeitos do estresse tão intensos que a luta para combatê-lo tem se tornado cada vez mais acirrada. E a boa notícia é que o nosso próprio corpo pode produzir uma substância capaz combater o estresse: a endorfina.

A endorfina é uma substância natural produzida pelo cérebro que ajuda a relaxar e combater o estresse e a ansiedade. Ela é liberada, principalmente, após a prática de atividades físicas e tem sido uma poderosa aliada para diminuir os níveis de tensão, entre outros benefícios. Pesquisas realizadas em uma universidade americana revelam que a prática cotidiana de atividades físicas com alta intensidade reduz em até 30% os sintomas do estresse nas primeiras oito semanas, diminui em até 27% os sintomas da tristeza e preocupação e atenua em 14% as emoções negativas, como medo e irritação.

Exercícios físicos para combater o estresse

Executivos e executivas com carreiras de sucesso admitem que os exercícios físicos são determinantes para manter o foco e a disposição nas rotinas cada dia mais exigentes e intensas. No entanto, relatam que atividades repetitivas e maçantes não são efetivas. Aulas de boxe, artes marciais mistas e treinamento funcional são as modalidades mais procuradas por este público, que vê no dinamismo das atividades e na intensidade dos exercícios um chamariz para a prática, que, em muitos casos, chega a ser diária.

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“Eu procurei uma atividade física por orientação médica, meu ritmo de trabalho estava tão acelerado que, em uma avaliação de rotina, percebi que todos os meus exames estavam alterados, sem contar que, quanto mais eu trabalhava, parece que menos capacidade de concentração eu tinha, por consequência, menos eu produzia. Tentei as academias tradicionais, mas logo desisti, não me sentia estimulado. Foi então que uma amiga disse que estava treinando boxe e gostando bastante e eu decidi experimentar”, afirma Bruno Turco, 26 anos, gestor de planejamento de um dos maiores bancos da América Latina.

Bruno ainda conta que viu na arte marcial uma chance de ir além de aprimorar a forma física, mas uma forma de combater o estresse, ganhar equilíbrio, força e resistência.

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Texto e edição: Érika Alfaro | Consultoria: AMB Com/Studio SoulBox e  Bruno Turco, gestor de planejamento

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