Ganhe um aliado fundamental no esporte com a quiropraxia

A quiropraxia faz com que você eduque os movimentos, algo essencial para melhorar a performance e prevenir lesões nos treinos

Ganhe uma aliada fundamental no esporte com a quiropraxia
Foto: Shutterstock

Que o treino, sozinho, não faz milagres para o seu corpo, você já sabe: combinar exercício físico com outros hábitos saudáveis é essencial para ter bons resultados. Mas ainda existem algumas medidas capazes de impulsionar esses resultados e que muita gente não experimentou, como a quiropraxia, osteopatia e outras técnicas manuais. Elas são capazes de prevenir e aliviar dores musculares, complementar o tratamento de lesões e até melhorar a performance nos treinos.

A quiropraxia pode ser uma especialização da fisioterapia ou uma graduação e melhora a qualidade de vida de qualquer pessoa, não sendo indicada apenas para os atletas profissionais.

Sentiu aquela dorzinha na academia, ou quer aperfeiçoar um movimento no esporte e não consegue? O quiroprata (que também pode ser chamado de quiropraxista ou quiroprático) pode te ajudar. “Pessoas que querem buscar o desenvolvimento físico, seja por motivo estético ou de saúde, aceleram muito a resposta devido ao desbloqueio das articulações com a quiropraxia, o que facilita todo o trabalho neurológico. O cérebro consegue enviar melhor o estímulo para o tecido danificado durante o exercício para gerar cicatrização e também para o tecido fazer a contração muscular”, afirma o quiroprata Lucas Rech, fundador da Casa da Coluna e da academia QuiroGym. O especialista explica que essa combinação é necessária para o corpo se regenerar adequadamente e a forma física se modificar com os treinos. Quando não há a regeneração correta, mesmo após muito tempo de treino o corpo não muda, uma vez que os tecidos permanecem inflamados. “Quando começamos a manipular esses tecidos, eles começam a regenerar do histórico de exercícios, ou seja, a pessoa desenvolve a musculatura”, destaca.

Benefícios no esporte e no dia a dia

A atleta amadora de Crossfit Tatiane Pereira da Silva obteve esses benefícios tanto nos treinos quanto em outras atividades diárias. Ela se rendeu às sessões de terapia manual depois de ouvir treinadores e alunos do box que frequenta comentando sobre os métodos usados pelos quiropratas no tratamento de dores musculares causadas pelo treino ou pelo estresse do cotidiano. “Comecei a ir para tratar uma dor que sentia no meu tornozelo, após quatro torções. Quando o tratamento terminou, continuei com as sessões para auxiliar a recuperação muscular e estar preparada para os treinos, assim as sessões eram preventivas, ajudando na recuperação e diminuindo o risco de lesões”, relata.

Além das torções, Tatiane desenvolveu bursite no ombro direito por causa da rotina de treinos e do trabalho como escrevente técnico judiciário, que exige o uso de computador grande parte do dia. O problema atrapalhava atividades simples, como pegar objetos no alto ou dirigir. “Nesse período, o tratamento realizado com ventosas, agulhas (dry needling) e manipulação manual, combinado com exercícios de fortalecimento, mobilidade e alongamento, foram fundamentais para a recuperação e o alívio da dor, e para que eu pudesse voltar a treinar normalmente depois”.

A escrevente conta que as sessões contribuíram não só para o alívio das dores musculares como também para a melhora do sono e da postura. “Eu evito o uso de remédios, então antes de conhecer a fisioterapia esportiva, acabava vivendo com as dores, esperando que elas passassem com o tempo. Após iniciar as sessões, encontrei o método perfeito para mim e para o corpo, para viver sem dores e conseguir praticar as atividades físicas que gosto, com qualidade e de forma mais segura”, completa.

Os benefícios da quiropraxia foram além da melhora na performance nos treinos: aliviou dores e tensões causadas pelo trabalho e estudo.

Quiropraxia e treino em um único local

As sessões de quiropraxia podem ser marcadas conforme a necessidade de cada um, mas o quiroprata Lucas Rech resolveu aliar a técnica à prática de atividade física de forma permanente e fundou um estúdio de exercícios focados na mobilidade da coluna. “Na QuiroGym, reproduzimos todo o processo de formação das curvaturas que devia acontecer na infância e que a maioria das pessoas não o tem completo. Então nós retrocedemos para movimentos mais primitivos, a fim de devolver e estabilizar a mobilidade com a musculatura profunda da coluna. O nosso corpo tem 650 músculos, se pensarmos em exercícios de academia, as pessoas estão preocupadas com 20 ou 30 músculos, que são os superficiais.

Porém esses músculos superficiais respondem aos músculos internos, responsáveis por estabilizar os ossos e as articulações”, explica. De acordo com Lucas, esses músculos superficiais funcionam como ajudantes dos músculos internos e acumulam energia em forma de glicogênio, liberando-a para a musculatura estrutural e permitindo as atividades diárias.

No estúdio, o quiroprata pode acompanhar o praticante durante a atividade, indicando exercícios de mobilidade e estabilidade da coluna e das articulações. “Como os exercícios de mobilidade ‘acordam’ regiões novas, as pessoas começam a perceber áreas diferentes do corpo e conforme essas regiões forem acordando e estiverem desalinhadas ou com mau funciona mento, o quiroprata imediatamente corrige isso e o praticante volta pro exercício com o movimento já melhorado”, diz Lucas. O especialista também pode atuar em parceria com o educador físico, indicando áreas do corpo que precisam de estímulos diferentes (quais músculos estão mais fracos, por exemplo).

Os alunos seguem a metodologia DBT (Desenvolvimento da Bio-Tensão), desenvolvida pelo especialista ao longo de 12 anos de prática clínica. “Observei padrões de funcionamento mecânicos, que têm uma resposta neurológica, ou seja, quando se movimenta e se mexe no corpo de uma pessoa, só tenho um tipo de reação. De acordo com o funcionamento biomecânico e neurológico da pessoa, temos reações diferentes, então o método padronizou os tipo de reações que podem acontecer para essa pessoa ir acompanhando a sua evolução. Mesmo que apareçam sintomas novos, como dores e sensações novas, muitas vezes isso é um sinal positivo, devido ao aumento de nervação do corpo – o cérebro começa a mandar mais estímulos e começa a melhorar a consciência corporal e perceber as regiões restritas e inflamadas”, complementa.

Primeiro o movimento, depois o exercício

Mesmo quem pratica alguma atividade física, como corrida ou musculação, pode ter dificuldade para realizar um movimento necessário no dia a dia, como agachar para pegar um objeto do chão, ou levantar os braços. Lucas Rech explica que exercício não é sinônimo de movimento porque, por exemplo, em uma corrida, o praticante não usa a extensão e inclinação da coluna, apenas um pequeno ângulo do joelho, sem amplitude de movimento. “Já em uma aula de yoga, dança ou natação, as pessoas se movimentam mais, usam mais articulações, e a força acaba sendo diluída por elas e mais músculos, gerando menos stress degenerativo, menos impacto e menos desgaste”, explica.

A presença de um quiropraxista dentro de uma academia ou acompanhando o atleta periodicamente pode auxiliar na educação dos movimentos, preservando melhor o corpo. “Quanto mais articulações e músculos a atividade usar e quanto menos esforço repetitivo numa região só, melhor vai ser o movimento”, encerrou.

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