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Viciado em refrigerante? 5 dicas simples para diminuir o consumo

Bebida, quando consumida em excesso, pode provocar diversos prejuízos para o organismo

Refrigerante
Refrigerante - Shutterstock

Não encontra problema com a dieta estabelecida pelo seu nutricionista e ainda assim dá uma “escapada” no fim de semana com refrigerante? Calma! Infelizmente acontece principalmente na hora da pizza ou do lanche. Ainda assim, quer parar com esse háito? Dr. Angelo Daher é o nutricionista da Science Play e vai dar cinco dicas para você abandonar o consumo de refrigerante.

Primeiramente, o que é o refrigerante?

“Refrigerante é uma bebida que não tem valor nutricional, não tem proteína, não tem vitaminas e nem sais minerais. Uma caloria vazia geralmente composta principalmente por açúcar, sódio e uma série de substâncias químicas, incluindo corante caramelo IV, que em excesso pode ser cancerígeno”, detalhou Angelo com exclusividade para o Sport Life.

As cinco dicas para se livrar do refrigerante

Fome zero

“A fome é um grande motivo para você querer comer muito açúcar e gordura. De fato, o refrigerante é uma forma pratica de saciar essa fome. Consequentemente, não fique muito tempo sem comer. Fazer de quatro a cinco refeições por dia bem equilibradas pode ser uma excelente maneira de evitar o consumo de refrigerantes”, orientou Daher.

Evite e não resiste

Simplesmente evite do que resistir quando ver uma lata ou garrafa de refrigerante. É o tipo de dica simples, mas que traz impacto para sua mudança de hábitos alimentares.

“É mais simples do que se imagina. Se você não tiver o produto em casa, fica mais fácil de resistir à vontade. O que os olhos não veem, a vontade passa longe. Não tendo o refrigerante na sua geladeira não será um hábito seu estar sempre ingerindo”, destacou o nutricionista.

Alterações

“Experimente novas bebidas e novos sabores para que seu corpo tenha outras preferências. Troque o refrigerante por águas e saborizadas com limão ou laranja, os chás gaseificados ou kombucha”, sugeriu o doutor.

Paciência

É o “x” da questão nesse processo de mudança, ou seja, não é o simples toque de mágica que irá garantir esse objetivo. O trabalho mental traz a consciência de que a construção desse resultado requer disciplina perante as tentações que surgem em meio ao nosso caminho diário.

“Embora cortar completamente o refrigerante possa fazer com que você deseje açúcar no início com o tempo, suas papilas gustativas cessarão de desejar sabores super doces, de modo que seu desejo por refrigerante diminuirá. Além disso, conforme a pessoa se ajusta a menos açúcar e doces, torna-se cada vez mais fácil beber menos refrigerantes. Então, quando isso acontecer, o que pode levar algumas semanas, é importante comprometer-se com o novo habito. Início sempre será mais complicado”, enfatizou o especialista.

Exercício físico

“Recomendação já muito falada, mas necessária não só para o vício em refrigerante é uma vida saudável. A prática regular de exercícios conserva a saúde, previne doenças, mantém o bem-estar emocional e libera hormônios importantes para o corpo. Proporciona o bem-estar no qual você busca no consumo de açúcar. Então, em vez de juntar com amigos para tomar aquele refrigerante no fim de semana, que tal praticar um exercício físico?”, disse.

Dados

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou em 2019 que o consumo de refrigerantes de adultos chega a 15 milhões de litros por dia, que é o sexto alimento preferido dos brasileiros e atrás do café, feijão, arroz, carne e sucos, respectivamente.

A empresa de inteligência de mercado Horus analisou 40 milhões de notas fiscais emitidas pelos estabelecimentos brasileiros e constatou que a ingestão de biscoitos e refrigerantes aumentou no primeiro semestre de 2022 em relação a essa época de 2021.

O gasto com biscoito foi aumentado em todas as faixas de renda. Já com refrigerante houve o acréscimo significativo na classe A, que “saltou” de 15,7% no primeiro semestre do 2021 para 18,2% esse tempo de 2022.

O ranking da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, de 2019, constatou que o Brasil está entre as dez nações que mais consomem refrigerante. A China é a líder com 410,7l, depois apareceu os Estados Unidos com 356,8l, e a Espanha em terceiro lugar com 267,5l. O Brasil é o décimo com 114,6l.

As demais orientações

“O problema não é consumir o produto de vez em quando, mas beber refrigerantes diariamente em excesso. O refrigerante é o vilão para quem quer manter o corpo em forma. A grande quantidade de açúcar na bebida faz com que a glicose se acumula no corpo, aumentando o peso e favorecendo o desenvolvimento de diabetes em longo prazo. Única lata de refrigerante inclui cerca de 10 colheres de sopa de açúcar. Não traz nenhuma saciedade ou benefícios”, garantiu o nutricionista.

“Além da obesidade, podemos listar alguns problemas de longo prazo decorrentes do consumo frequente e excessivo de bebidas, como câncer, osteoporose, propenso a cárie dentária e até mesmo doenças cardiovasculares. Você também pode desenvolver enxaquecas, gastrite, ulcerações estomacais e cálculos renais”, finalizou o Dr. Angelo Daher.

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