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FKT: a corrida que desafia os limites do tempo

Conheça a modalidade que vem ganhando adeptos entre os amantes de corrida de montanha

FKT
Kilian Jornet: o mais insano dos atletas de FKT/Foto: Arquivo pessoal
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A ideia é simples e insana: escolher uma rota e fazê-la no menor tempo possível, correndo ou mesclando corrida e escalada. Pode ser subir montanhas, encarar uma travessia ida e volta sozinho, com apoio ou em equipe. Chamada de FKT, da sigla em inglês Fastest Known Time, ou “o melhor tempo conhecido” em tradução livre, a modalidade vem ganhando cada vez mais notoriedade e adeptos.

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FKT

Jordi Saragossa/Foto: Arquivo pessoal

Os desafios não possuem regras, dias ou horários previamente marcados. A rota pode ser inédita, traçada pelo aventureiro, ou escolhida a partir de uma lista que tem se tornado o “graal” dos ultramalucos. É o caso do Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, do Matterhorn, nos Alpes europeus, do Aconcágua, na Argentina, ou do Grand Canyon, nos EUA, só para citar alguns.

Uma das vantagens em relação às corridas tradicionais é que, além de se ver livre de inscrições, datas e aglomeração, os FKTs permitem correr em lugares nos quais uma prova jamais seria realizada, como certos parques nacionais com paisagens incríveis. E, além do esforço para bater o recorde, ainda é preciso traçar a logística e se virar bem com a navegação – o que, para muitos, é a grande graça da coisa. Os feitos são comprovados por GPS, câmeras portáteis e aplicativos como o Strava. A ideia é divulgar com o máximo de detalhes a rota, não só para ter como documentação do recorde como para auxiliar os que tentarem bater as marcas posteriormente.

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Apps que permitem postar façanhas

O FKT pode parecer novidade, mas foi assim que surgiram provas hoje badaladas como a Badwater, no Vale da Morte (Califórnia), uma ultramaratona de 217 km que começa abaixo do nível do mar e termina a 2.500m de altitude.A diferença é que antes, pela falta de tecnologia, não dava para registrar quilometragem, tempos e recordes tão facilmente .

FKT

Foto: Shutterstock

Os FKTs estão  se tornando cada vez mais populares e há uma série de fatores que contribuem para isso: há um número grande de provas que se tornaram muito badaladas e cujas inscrições se esgotam em poucas horas, e apareceram aplicativos como o Strava e outras plataformas de mídia social onde se podem postar as façanhas.

Atletas de destaque

Para atletas no topo, os desafios vão ficando mais raros. Rarefeitos, melhor dizendo, no caso do catalão Kilian Jornet, que tentará este ano chegar ao cume do Everest e seus mais de 8 mil metros sem oxigênio, carregando apenas uma mochila com o essencial em comida, água e equipamentos, para estabelecer um novo recorde. Estima que levará 35 horas entre ida e volta.

É o ponto final do seu projeto Summits of My Life, que começou em 2012 no Mont Blanc, fincando recordes inacreditáveis por uma série de montanhas cada vez mais altas e mais complexas. A última façanha foi no Aconcágua, com 12h49min por uma rota de quase 60 km e quase 4 mil metros só de subida. Com um currículo como o dele, apontar um favorito é tarefa quase impossível. “É muito difícil escolher uma conquista que tenha sido melhor! Todos os desafios do projeto Summits of My Life foram realmente memoráveis de alguma maneira. Seja pela dificuldade do desafio, pela companhia ou pelas condições”, disse à Sport Life.

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FKT

Kilian Jornet: o mais insano dos atletas de FKT/Foto: Arquivo pessoal

Para ele, mais que uma corrida, trata-se da maneira como o atleta se aproxima da natureza e compartilha valores que preza, como humildade e respeito pelas montanhas, cercado de poucos e fiéis amigos. Mas não pense que ele esquece o relógio. “Não é exatamente verdade que quando você faz um FKT não haja adversários. Em todos os recordes, estou tentando bater alguém que tenha feito antes, de modo que isso é a parte importante da motivação. Eu não tenho um padrão para escolher um novo desafio, mas geralmente escolho cumes que me inspiram, que os recordes sejam magníficos, e em que há um desafio técnico. Para o Everest, definitivamente, a altitude será o aspecto mais desafiador. Nunca estive tão alto, e esta é parte que terei que trabalhar mais, ver como meu corpo vai reagir à altitude. Penso que no FKT estamos tentando subir as montanhas com uma concepção diferente. Vamos leves e com o material mínimo que nos permita ir mais rápido”, diz.

Que tal tentar um FKT?

Para Rob Krar, outro atleta consagrado na modalidade, é preciso ponderar de onde vem seu prazer com o esporte. “Participar de uma prova e tentar um FKT são coisas muito diferentes, mas certamente podem ser igualmente significativas. Na verdade, se resume a onde está seu coração e de onde vem sua motivação. Eu tenho minhas próprias rotas pessoais, nas quais me desafio com frequência, como tenho certeza que a maioria dos corredores também tem. O mais importante é que cada um corra por suas próprias razões e significados, seja perseguindo um FKT famoso ou simplesmente buscando um recorde pessoal em sua rota favorita, fazendo algo que seja mais significativo para você”, finaliza.

 

 

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