Para voltar aos eixos, Fluminense passa por transformação

Com Fred no comando, elenco passa por reconstrução

Crédito: Nelson Perez/Fluminense
Crédito: Nelson Perez/Fluminense

Crédito: Nelson Perez/Fluminense

Sem o patrocinador que durante 15 anos proporcionou investimentos e caras contratações, a confiança do Fluminense passa a ser depositada nos meninos de Xerém. E não é para menos: mesmo desacreditada, a equipe iniciou o Brasileirão de maneira positiva. Ao término do primeiro turno, o time das Laranjeiras figurava no G4, no 4º lugar com 33 pontos – somente sete atrás do líder e futuro campeão Corinthians.

Tudo caminhava bem entre a maioria jovem do elenco e a parcela experiente liderada pelo ídolo e artilheiro Fred, até que a diretoria resolveu atrapalhar as coisas dentro de campo. Na tentativa de uma contratação impactante, sem levar em conta as necessidades da equipe, Ronaldinho Gaúcho foi agregado ao plantel para tirar o Tricolor dos trilhos. Após uma passagem tímida pelo México, R10 frustrou novamente as expectativas com um futebol pra lá de sonolento.

Durante sua estadia no Flu, foram nove derrotas em 13 jogos, e os líderes do grupo e demais jogadores fizeram questão de deixar claro o incômodo com a presença do astro. Depois de pouco mais de um mês, acabou saindo pelas portas dos fundos. Com o prejuízo já consumado no campeonato nacional, a equipe carioca até flertou com a zona da degola, mas no final conseguiu se livrar do fantasma do rebaixamento.

Para 2016, a maioria dos atletas que chegou veio para compor elenco, com exceção de dois nomes: o meia Diego Souza e o zagueiro Henrique. Entretanto, o primeiro ficou apenas três meses nas Laranjeiras e pediu para ser negociado com o Sport, seu ex-clube. Por sua vez, o segundo retorna ao Brasil depois de dois anos no futebol italiano – com direito a convocação para a Copa do Mundo em 2014. Ele se junta a Fred e Cícero como um dos pilares do elenco que passa por reformulação. A expectativa é de que a safra composta pelos talentosos Gustavo Scarpa, Marcos Júnior, Marlon e Gérson possa não somente obter os resultados dentro de campo, como também render alguns frutos para os cofres do Tricolor. Porém, para que isso aconteça, é bom que a diretoria também faça sua parte e deixe de lado seu gosto por demitir treinadores.

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